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Pré-sal: Nordeste da Copa ganha com mudança

Postado por | Pré-Sal | 18-03-2010 as 11:14

Deu na Folha

O Rio diz que o projeto aprovado na Câmara para mudar a distribuição dos royalties do petróleo pode inviabilizar a realização da Copa de 2014 na cidade.

Mas, para a maioria das outras 11 sedes do Mundial, especialmente as quatro localizadas no Nordeste, a nova regra, caso passe pelo Senado e seja sancionada pelo presidente Lula, será a chance de conseguir dinheiro extra para as obras da Copa, especialmente estádios -das 12 arenas previstas para a competição da Fifa, nove terão que ser pagas pelos cofres dos governos estaduais.

Isso porque, pelo projeto da Câmara, o grosso dos royalties gerados pela exploração do petróleo, incluindo o do bilionário pré-sal, seriam distribuídos de acordo com a participação de cada unidade da Federação e cidade nos fundos de participação de Estados e municípios.

Tais mecanismos transferem recursos arrecadados pelo governo federal e levam em conta o tamanho da economia e da população de cada localidade – quanto mais pobre e populoso, mais o Estado ou cidade recebe. Assim, entre as sedes de 2014, as nordestinas serão as mais beneficiadas.

Pelos números do Fundo de Participação dos Estados do ano passado, a Bahia teria direito a 9,3% da verba dos royalties destinada aos Estados pelas regras desejadas pela Câmara, um recorde. O Ceará ficaria em segundo (7,3%), Pernambuco em quarto (6,9%) e o Rio Grande do Norte em décimo (4,2%).

Dessa forma, as sedes nordestinas teriam por ano, só através dos governos estaduais, mais de R$ 5 bilhões em dinheiro novo em seus Orçamentos, o que é mais do que o dobro previsto na construção dos estádios dessas quatro cidades.

Comentários (4)

  1. Laurita…!! Com essa fração em numerários na ordem de grandeza de 5 bilhões da pra priorizar a Educação do RN com padrões de investimentos nacionais…que é a solução de imediato pra sairmos da posição que estamos…!!
    Estou preocupado com a juventude do RN. Ainda sobra muito dinheiro sobra dinheiro pra infra-estrutura. Se esse dinheiro tomar um caminho diferente que não é o que queremos. Eu vou pedir Asilo Político …

  2. O histriônico governador do RJ, Sergio Gabral, faz teatro sobre as questões relacionadas aos royalties, e como um “bom” demagôgo, mais uma vez tenta incutir na mente de alguns incautos e hipócritas a falácia de que o Rio de Janeiro é sempre vítima. Ora, para um estado que ao longo de décadas foi vencido pela miséria, tráfico e corrupção sob a complacência de grande parte de uma elite política que vivia apojada no peitão chamado Distrito Federal, faz estardalhaço, achando que o restante do povo brasileiro é idiota. Sem meias palavras – o Rio de Janeiro precisa ser reinventado. O povo carioca merece “brigar” por coisas melhores, sem entretanto, omitir o direito às questões relacionadas com o pré-sal, mas de forma elegante.

  3. São pífios e carregados de mentiras os argumentos do governador carioca Sérgio Cabral. Ora, se o Rio de Janeiro depende dos royalties do petróleo para preparar-se para a Copa de 2014, e para as Olimpíadas de 2016, significa dizer que o governador adivinhou, com bastante antecedência, o valor desses recursos, pois, os projetos desses eventos foram elaborados bem antes de se conhecer as reservas do pré-sal. Aí mora a patranha principal desse governador beberrão.
    Se o Rio de Janeiro, não tem recursos para bancar a Copa ou as Olimpíadas, não será com o sacrifício dos estados menos favorecidos que o fará. Quem não tem competência não se estabelece, já dizia um velho provérbio da sabedoria popular. Outras cidades, mesmo sem contar com recursos do petróleo, desejam tomar o lugar do Rio, é só jogar a toalha, não faltarão interessados.
    O fato que, pela sua importância merece destaque, é que a Constituição Federal reconhece como patrimônio da União, o petróleo existente no oceano. Fim de papo, e se é da União, deve ser distribuído equanimente entre os entes da federação. Os apelos do governador beiram o ridículo, assemelham-se ao estado patético do momento em que ele, Sérgio Cabral, visivelmente embriagado, quase estraga o carnaval da ministra Dilma Rousseff, um vexame que a mídia abafou, diferentemente do seu ridículo choramingar em frente às câmeras de TV.
    Por tratar-se de ano político, com figuras importantes disputando o cargo de Presidente da República, e tendo o atual presidente interesse em eleger seu sucessor, Sérgio Cabral não estará só na defesa do seu estado, O RJ receberá, como sempre recebeu, uma atenção especial de Brasília, não carecendo que o governador faça o papel ridículo de liderar uma manifestação de pouco mais que uma centena de cariocas, como o fez ontem, no centro da cidade maravilhosa, lembrou um personagem famoso de uma novela dos anos setenta, Odorico Paraguaçu.

  4. O governador do Rio de Janeiro está peocupado com Copa, Olimpíadas, pelo menos é o que se deduz de suas entrevistas. No nordeste e norte brasileiros, a preocupação deve ser, principalmente, com a educação e a saúde públicas. Com educação pública decente, evitaremos formar médicos, engenheiros, dentistas de segunda classe, aqueles que só entram nas faculdades às custas das tais “cotas”. Nada contra o Rio de Janeiro, para mim a mais bela cidade do mundo, entretanto, não temos o direito de abdicar dos recursos que a Constituição nos destina. Somos pobres, não podemos esquecer essa triste realidade. Não defendo saúde ou educação para os meus, não precisamos graças a Deus, defendo para os menos previlegiados, que infelizmente são muitos por esse mundão de Deus.

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