Do Novo Jornal
Em 2011, Carla Ubarana Leal também enveredou pelo mundo da literatura. Intitulado “Simplesmente Feliz”, em alusão à música homônima do cantor Gonzaguinha, o texto foi escrito em primeira pessoa, numa espécie de diário pessoal, mas sem uma cronologia definida.
Nas páginas, ela relata o dia a dia com a família, os momentos de lazer na casa à beira mar em Baía Formosa, além das suas impressões de uma viagem feita, em primeira classe, a Paris.
Carla Ubarana Leal também não se furta em relatar a sua predileção ao luxo. No capítulo “Uma viajem a Paris (sic)”, onde descreve uma viagem feita à capital francesa, ela escreveu: “Viajamos de primei-ra classe, muito bem acomodados e tomando champanhe (sic), enquanto os outros passageiros embarcam. É conforto de altíssima qualidade. É escolher o cardápio, acompanhado de um bom vinho, e ter espaço para dormir, para se estirar, é voar no sentido mais puro da palavra”.
A primeira viagem à Paris, aliás, deixou boas impressões. Ela se comprometeu em retornar outras vezes. Em dado momento, Carla Ubarana já se denominava uma típica cidadã parisiense. “Visitamos
lugares específi cos, onde só mesmo um parisiense o faria”, assumiu. Viajar, aliás, é uma das grandes paixões da escritora.
Numa dessas viagens, ela ficou admirada com a “frieza e a falta de calor humano das pessoas” da população de Bra- sília. Este fato, inclusive, serviu de mote para uma crítica à população natalense: “Uns pequenos que tentam ser o que não são; outros exibem em carrões aquilo que não tem; e outros tentam, com uma caneta, mostrar poder que lhes são conferidos, porém passageiros”.
O eixo central do livro, entretanto, são as temporadas feitas na casa de praia. Ela descreve tardes desfrutadas com a família, que incluem brincadeiras feitas com sorvete, passeios de bicicleta e até aulas de surfe.Ela também revelou ter medo que algo aconteça à própria vida.
No segundo parágrafo do livro, nomeado “um dia nublado”, ela relata uma crise pessoal, onde temia ser vítima de perseguições e de sofrer uma forte pressão psicológica. Entretanto, nestes relatos ela não deixa claro quem ou o que é que lhe causava tanta aflição.
Em outra parte reclama que a angústia até lhe trouxe problemas de saúde: “Nada resolve, mas meu corpo dá sinal do excesso de remédio, e a língua fica ferida, o estomago lateja, mas nada que se destaque ao que minha alma está sentido”.
No último capítulo, ela deixa algumas frases emblemáticas. Sobre o dia a dia no TJ, escreveu: “Não temos a humildade de reconhecer o erro”. A hoje suspeita de liderar um esquema de desvio de recursos, num dos últimos parágrafos, afirmou: “Faço diferente, sou diferente e quero mais”.