01
Fauna pré-histórica do RN é notícia
Postado por | Imprensa Nacional | 01-03-2010 as 11:42
Deu na Folha de São Paulo
Chamar o Pachyarmatherium brasiliense de supertatu é licença poética, por mais que o bicho pareça se encaixar na descrição.
Na verdade, a criatura de 100 kg é um parente relativamente distante dos tatus atuais. A espécie, recém-descoberta em meio a um material arquivado em Natal (RN), traz pistas sobre como era a fauna gigante do Brasil pré-histórico.
“O material foi coletado nos anos 1960 e levado para o Museu Câmara Cascudo. Parte ficou na área de exposições, parte no acervo técnico, mas ninguém se interessou por aquilo durante muito tempo”, diz Kleberson Porpino, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.
Em artigo na revista científica “Journal of Vertebrate Paleontology”, o trio se debruça sobre fragmentos relativamente escassos do bicho, como pedaços da carapaça, vértebras e ossos dos membros, para descrever a “nova” espécie, bem maior do que os tatus atuais (os maiores não chegam a 50 kg).
A falta de datação precisa do material das cavernas onde o bicho foi achado, em Baraúna (RN), impede que se diga sua idade. Mas os fósseis associados a ele sugerem o finzinho do Pleistoceno (a Era do Gelo), entre 40 mil e 10 mil anos atrás.






Laurita, é bom lembrar o nome do Prof. Antônio Campos e Silva, que foi um dos debravadores da paleontologia em nosso estado, inclusive com escavações feitas em Baraunas no Lajedo da Escada. As pesquisas dele sempre contou com o apoio de Vingt Un Rosado.
Estou de pleno acordo que assim como não se pode chamar o Pachyarmatherium brasiliense de supertatu, também não devemos confundir certos camundongus corruptis brasiliense que circulam na vida pública brasileira com homens públicos.