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Exemplo que fica

Postado por | Imprensa Local | 08-08-2010 as 11:14

A jornalista Débora Souza conseguiu emocionar os leitores do Novo Jornal deste domingo com um texto na matéria do dia dos pais com um enfoque diferente, emocionante e sem pieguismos: o relato de uma filha que não teve a oportunidade de conhecer o pai. Para quem não sabe, Souza Silva, seu pai,  morreu vereador de Natal na década de 80 e ficou conhecido como a voz dos palanques do PMDB. Confiram.

SAUDADES  DE SOUZA SILVA

Quando soube que ia escrever uma reportagem especial sobre o Dia dos Pais – data que, durante a vida inteira, fui acostumada a não comemorar – paralisei, para dizer o mínimo. Como eu, que só tive a presença de mãe, poderia redigir um texto sobre a figura paterna, a qual só tinha como exemplo a dos amigos que tenho? Defi nitivamente eu não era a pessoa mais indicada para a tarefa.

Quando meu pai Francisco Souza Silva faleceu em um trágico acidente de carro há mais de 20 anos, eu ainda era um bebê. Então, tudo o que conheço dele até hoje se limita a histórias que já ouvi de  colegas, amigos e parentes. Dizem que o que ele passou pra mim de mais forte foi a paixão pela comunicação, já que durante boa parte da vida ele foi radialista da antiga Rádio Cabugi, hoje Globo Natal.

De qualquer forma, aonde ele estiver, tenho certeza que estaria orgulhoso de saber que herdei dele a mesma predisposição para lidar com a informação, dentre tantas outras particularidades. A
pauta foi me dada por acaso, já que ninguém aqui na redação sabia dessa história toda, mas sabe que fiquei feliz? Poder entrevistar estes quatro pais me fez sentir um pouco o gostinho do que é ter aquele cara bacana que cuida da gente melhor do que qualquer outro.

Pai fotógrafo, pai barbeiro, pai artista plástico ou pai músico, não tem diferença. Tenho certeza que, apesar dos defeitos e contratempos, devem ser pais maravilhosos. A verdade é que Petit, Olavo, Giovanni e Mauro facilitaram o meu trabalho por um motivo mais do que simples: só por ser quem eles são. É imprescindível dizer que poder relatar, através dos meus olhos, um pouquinho da história de cada um deles, só me fez pensar, o tempo todo, na sorte grande que os fi lhos deles têm.

Comentários (6)

  1. Oi, Laurita

    O relato de Débora reafirma a importância dos filhos, pais ou não, valorizarem seus pais, no coração, na alma e na vida.
    Maravilhoso!
    Feliz Dia dos Pais a todos.

  2. Lindo texto, com o sentimento na flor da pele. Saudades de Souza Silva!

  3. Do céu, ao ver sua filha ter se tornado a pessoa que é, uma jornalista com talento e sensibilidade, Souza Silva deve estar dizendo: “Alô Deus, o coração de pai te agradece senhor”.

  4. Eu e me marido eramos amigos do pai de Debora, ele sempre vinha a nossa casa, eu e ele tinhamos o mesmo idolo: Henrique Alves poucos dias antes do seu acidente estivemos juntos num comicio em Nova Cruz, li o artigo de Debora e me emocioneu lembrando de Souza Silva
    Gostei da maneira leve que ela tocou no assunto e mesmo assim não pude deixar de me emocionar

  5. Me emociono ao ler coisas que falam sobre pai e parece estranho mas um dos escritos mais bonitos e marcantes pra mim em particular foi o texto escrito pela minha esposa no dia que meu pai partiu deste nosso mundo, no livro de presenças. Se permitido for amanhã passo na casa da minha mãe para poder colocar neste blog….

  6. Sem dúvida uma bela narrativa um tanto pungente quando lembramos a menininha que perdeu o pai de forma tão trágica e tão precoce.
    Seu pai, embora ausente fisicamente deixou um legado de boas ações que foram cultivadas por amigos e parentes e assim se tornou um pai presente, na forma de um modelo a ser seguido.
    Dessa forma, como uma mão invisível ele guiou os passos da filhinha para a carreira que mais admirava, qual seja a comunicação.

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