30
Escritor critica evento literário de Natal
Postado por | Opinião do Leitor | 30-04-2010 as 13:00
Recebi o artigo transcito abaixo do escritor Antônio Nahud Júnior. Uma crítica (responsável) ao Encontro dos escritores da língua portuguesa realizado esta semana em Natal. Confiram.
EELP – MAIS EMBROMAÇÃO DO QUE RENOVAÇÃO
Antonio Nahud Júnior (*)
Participei como escritor-convidado de dois proveitosos encontros de literatura lusófona: o primeiro em Sintra, Portugal, no final dos anos 90; o segundo, na Ilha de São Miguel, nos Açores, anos depois. De olhos e ouvidos bem abertos, honrado por estar ao lado de artesãos da palavra, aprendi – e muito – com nomes excepcionais como Mia Couto, José Craveirinha, Pepetela, Germano de Almeida, Vasco Graça Moura etc. Portanto, só posso ficar pasmo com a tímida programação oficial do 1º Encontro de Escritores de Língua Portuguesa em Natal (EELP).
Afinal, nem de longe traduz o evento alardeado pela Fundação Capitania das Artes (Funcarte), ou seja, de união e difusão da cultura lusófona. O talentoso angolano José Eduardo Agualusa representará todas as feras estrangeiras de língua portuguesa? O meu conterrâneo João Ubaldo Ribeiro levará nas costas a ausência de figuras expressivas da literatura brasileira? Grande responsabilidade. Cadê os mais conceituados emissários da palavra de Moçambique, Timor-Leste, Cabo Verde, Angola, Portugal e Guiné Bissau? Quais os resultados positivos que serão extraídos deste desencontro lingüístico/literário em hora tão ingrata e com tantas ausências sentidas? Serão concretizados projetos culturais que visam o bem de todos?
Para além das conferências, não se vê no EELP lançamentos de livros, workshops, leituras, espetáculos de teatro, exposições de artes plásticas etc. Está mais para reunião de notáveis escritores/jornalistas do Rio Grande do Norte com duas ou três ricas belezuras de fora para enfeitar o bolo, justificando a grana preta investida. E
sta é a intenção real? Então, tudo bem, mas não se deve vender ao público a inverdade de um suposto encontro lusófono internacional. O EELP nem de longe lembra a qualidade (e a organização) do Encontro Natalense de Escritores (ENE), promovido pela gestão municipal anterior. Sei que a “idéia” não é dar continuidade ao ENE, mas onde está a sabedoria em deixar de lado o que funciona com relevância para investir no superficial, na mesmice? Isso é o que chamam de “renovação”?
Dizem que a coordenação está nas mãos do padrasto da prefeita Micarla de Souza e a Funcarte nada apita. Sendo assim, pergunto: é oferta familiar de mão beijada, sem consultoria especializada, sem nenhuma preocupação com o público ou com os escritores interessados no fazer literário ou na discussão da língua portuguesa? Mas dá no mesmo. Se a Funcarte apitasse sua equipe saberia a diferença entre um Luandino Vieira e um Antônio Lobo Antunes? Duvido.
(*) Escritor e jornalista. Autor de nove livros. Três deles publicados em Portugal. Participou como escritor-convidado do ENE, da Bienal do Livro da Bahia, da FLIP, da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e da Feira do Livro de Porto Alegre.






Nossa, logo eu que fui elogiar este evento!!! acho é pouco para mim!!!!!.
Antônio Jr., além de ter um currículo invejável, é um jornalista crítico, que conhece a realidade da cultura e do jornalismo potiguar. Um homem inteligente, extremamente educado, capaz e q levantou questões importantíssimas sobre esse encontro, ainda fruto daquela “penosa travessia”.
Quem será q pode responder todas as questões levantadas?
Laurita, Antônio Jr. já repondeu tudo. ele diz no inicio que participou em Portugal(1990) do encontro como escritor convidado. Nesse de 2010(Natal),ele ficou de fora dos convidados. Ele está com inveja!
É , de fato, uma pena que o sr. Antônio Nahud Júnior não consiga enxergar além do seu próprio umbigo.
Primeiro, a má vontade em aceitar que Natal está recebendo um evento internacional de literatura, divulgado já em vários países da Europa e aqui mesmo no Brasil – isso tudo em seu primeiro ano.
Saiu na imprensa Portuguesa, angolana, na Revista Época, no Uol… será mesmo que só ele não viu?
É certo que este escritor não estava no primeiro ano da FLIP, da Bienal do livro da Bahia e nem na de São Paulo pois estes são seus pontos de referência.
De qualquer modo, ser o primeiro ano não é desculpa pra nada. Mas realmente aqui alguém duvida que um encontro que trouxe João Ubaldo Ribeiro e outros importantes nomes com a divulgação internacional que teve é uma “embromação”?
Mais grave ainda é por em dúvida um evento que tem a parceria da UCCLA, uma instituição internacional presente em vários países. É só acessar o site http://www.uccla.net/
É triste porque enquanto países e o restante do país que tem acesso ao encontro elogiam a iniciativa da cidade de Natal, cabe a nós (no caso o referido escritor) criticar algo que em seu primeiro ano já trouxe pessoas e resultados tão significativos.
E, sinceramente, não entendo o porque do senhor autor de 9 livros, três deles publicados em Portugal e etc, etc, etc, não ter se colocado a disposição então pra ajudar com seu know how ou até mesmo reunir seus amigos e propor uma programação paralela. Um debate inclusive sobre a diferença entre Luandino Vieira e um Antônio Lobo Antunes. Iria ser bom pra todos. Por que não? Na boa? Porque só criticar e criticar? Que falta de amor próprio com a nossa cidade é essa gente?
Com um telefonema, numa cidade que tem os meninos dos Jovens Escribas, ele teria apoio pra fazer algo bacana.
É triste porque parecemos aquele anfitrião que todo mundo gosta mas que, ao se despedir do convidado emite a famosa frase: – desculpe qualquer coisa!
Desculpar o que cara pálida. O evento tá lindo, sucesso de público e um retorno massa pra cidade.
E bola pra frente!
Samuel, o assunto nem é comigo, mas como conheço o escritor e jornalista, essa sua afirmação é uma bela desculpa para justificar mais esse engano da Prefeitura de Natal.
Aqui, é assim… Se fazem bobagem e vc mostra, ou é inveja ou é do contra.
Vou perguntar, de novo, alguém responda por favor as inquietações do jornalista…
Samuel está certíssimo, quem participou de um evento em Portugal, só pode estar se correndo de inveja do evento da Borboleta…Evidente, isso estava na cara…
Esse evento factóide da FUNCARTE é mais um out-door para desvairados que assumiram a secretaria com propositos meramente superficiais. A secretaria funciona como uma famosa gaiola, atendendo aos interesses vis de padrasto-oportunista. Melhor seria que esse encontro fosse realizado lá no Buraco da Catita… teria até mais adesao popular. Mais uma bola fora, borboleta! Pra mim, essa administração pública municipal nao deixou de ser lagarta ainda….
Ah. Antonio “problematico e recalcado” ficou de fora foi? ah tá explicado por que da crítica. Vá escrever algoq preste meu rapaz ou procurar uma laveg de roupa no rio das quintas
Não se justifica um encontro lingüístico/literário luso-brasileiro como esse, deixar de convidar figuras expressivas como o escritor Antônio Jr. Dada a sua inserção no mercado literário português, sem dúvida o mesmo teria muito a contribuir.
Portanto, é muito justa a sua crítica que vem revelar a maneira superficial como são tratados assuntos da maior relevância para o processo de consolidação cultural entre as duas nações irmãs.
De resto, apenas lamentar a forma improvisada e o descaso com alguns escritores, o que não surpreende, dado a forma “caseiro-politiqueira” como a prefeita costuma abordar temas tão sérios. Prova disso, são as suas constantes injunções para lançar candidatos da própria família, bem como as incessantes mudanças no secretariado visando acomodar interesses políticos muitas vezes em detrimento da capacidade técnica.
Sinceramente, é de se lamentar!
O show de Chico César é so para convidados!
LAMENTÁVEL !!!!!!
Antonio Júnior precisa entender que prevalece atualmente em Natal a “cultura dos verdes”, provavelmente incompatível com a sua maturidade intelectual. E que, por outro lado, o ghost writer preferido de Diógenes Cunha Lima tem o estranho hábito de ausentar-se subitamente da Cidade dos Reis e voltar sem ser convidado.
Não ter sido convidado certamente não foi o único motivo pra Antônio Naud ter escrito este artigo.
Sua lucidez, caráter e principalmente seu alto nível cultural não o calariam diante das óbvias falhas deste evento.
Nem sou sua amiga, mas o admiro. E quanto ao estranhamento de Elves Alves sobre seu “estranho hábito de ausentar-se subitamente da cidade…” quanta idiotice!!!!! seu nomadismo só prova que ele tem talento para sobreviver dignamente da sua profissão em qualquer lugar, inclusive na europa, onde morou anos.
Liberdade e talento é para poucos.
Samuel Gomes!!!???
Você ta precisando de reza!!!…Precisa ir ao oculista também…Taz ceguinho!!!