Petrosal sem xará

Postado por | Pré-Sal | 08-07-2010

O Senado aprovou na tarde desta quarta (7) o projeto que cria uma nova estatal para gerir os contratos de exploração das jazidas petrolíferas do pré-sal.

O governo batizara a nova empresa de Petro-Sal. Porém, já havia uma empresa privada com a mesma logomarca, no Rio Grande do Norte.

Os senadores fizeram  uma emenda na proposta. E a estatal foi rebatizada de Pré-Sal Petróleo S/A.

DO TL: A PetroSal de Mossoró, que é fornecedora da Petrobras,  pertence ao empresário Carlos Guerra. A prinícpio, tentou negociar o valor da marca com a União, mas não chegaram a um denominador.

Aprovado, o projeto vai à sanção de Lula.

Pré-sal fica para depois

Postado por | Pré-Sal | 13-06-2010

O presidente da Câmara Michel Temer decidiu não colocar em pauta esta semana a votação do pré-sal na Câmara.

Como Temer estará fora do Brasil, achou melhor não arriscar em assunto tão delicado. Ainda falta acomodar os Governadores do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A tendência é o Presidente Lula votar o atual projeto de partilha e tratar do assunto só depois das eleições.  

Pré-sal: Garibaldi indica relatores da CAE

Postado por | Pré-Sal | 25-03-2010

O senador Garibaldi Alves  Filho indicou hoje o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), para relatar, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o projeto que muda o modelo de exploração de petróleo no pré-sal de concessão para partilha.

É neste projeto que consta a emenda Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que divide os royalties do petróleo de acordo com critérios dos fundos de participação.

Garibaldi Filho divulgou ainda os relatores dos outros projetos. Delcídio Amaral (PT-MS) vai relatar na CAE o que trata da capitalização da Petrobras. O próprio Garibaldi ficará com o projeto do fundo social. E Gim Argello (PTB-DF) relata na comissão a criação da Petro-Sal.

A CAE é uma das comissões de mérito em que o projeto terá de passar. Ele será analisado também nas comissões de Infraestrutura e de Constituição e Justiça (CCJ).

Pré-sal: Nordeste da Copa ganha com mudança

Postado por | Pré-Sal | 18-03-2010

Deu na Folha

O Rio diz que o projeto aprovado na Câmara para mudar a distribuição dos royalties do petróleo pode inviabilizar a realização da Copa de 2014 na cidade.

Mas, para a maioria das outras 11 sedes do Mundial, especialmente as quatro localizadas no Nordeste, a nova regra, caso passe pelo Senado e seja sancionada pelo presidente Lula, será a chance de conseguir dinheiro extra para as obras da Copa, especialmente estádios -das 12 arenas previstas para a competição da Fifa, nove terão que ser pagas pelos cofres dos governos estaduais.

Isso porque, pelo projeto da Câmara, o grosso dos royalties gerados pela exploração do petróleo, incluindo o do bilionário pré-sal, seriam distribuídos de acordo com a participação de cada unidade da Federação e cidade nos fundos de participação de Estados e municípios.

Tais mecanismos transferem recursos arrecadados pelo governo federal e levam em conta o tamanho da economia e da população de cada localidade – quanto mais pobre e populoso, mais o Estado ou cidade recebe. Assim, entre as sedes de 2014, as nordestinas serão as mais beneficiadas.

Pelos números do Fundo de Participação dos Estados do ano passado, a Bahia teria direito a 9,3% da verba dos royalties destinada aos Estados pelas regras desejadas pela Câmara, um recorde. O Ceará ficaria em segundo (7,3%), Pernambuco em quarto (6,9%) e o Rio Grande do Norte em décimo (4,2%).

Dessa forma, as sedes nordestinas teriam por ano, só através dos governos estaduais, mais de R$ 5 bilhões em dinheiro novo em seus Orçamentos, o que é mais do que o dobro previsto na construção dos estádios dessas quatro cidades.

Senado pode rever partilha de royalties

Postado por | Pré-Sal | 15-03-2010

Deu no Estadão

Pelo acordo negociado no fim de semana, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) vai apresentar nesta segunda-feira, 15, uma emenda, elaborada por Ibsen, que propõe usar parte do dinheiro de royalties pagos ao cofre federal para compensar os dois Estados – juntos, Rio e Espírito Santo produzem 90% do petróleo brasileiro.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá que vetar o mecanismo.

A nova emenda elaborada por Ibsen e encaminhada para Simon diz que a União “compensará, com recursos oriundos de sua parcela de royalties e participação especial”, os Estados e municípios que sofrerem redução de suas receitas em virtude da nova lei.

Os quatro projetos de lei que estabelecem o marco regulatório do pré-sal começam a ser analisados no Senado esta semana. O Palácio do Planalto espera que os senadores votem as propostas até o final de maio. Se alterações forem feitas, os textos voltarão para a Câmara para apreciação final dos deputados.

TL COMENTA: Tudo indica que a proposta a ser apresentada por Simon não agradará aos Estados produtores ,nem tampouco ao Presidente Lula, que já anunciou; vetará o projeto. O PMDB do G – do Governo – também não se convenceu com a alternativa.


Emenda Ibsen é aprovada

Postado por | Pré-Sal | 10-03-2010

Terminou agora a votação da Emenda do deputado Ibsen Pinheiro, que altera a divisão dos royalties do pré-sal e do Petróleo, com distribuição mais equilibrada e justa entre estados e municípios.

Resultado: 369 a favor da emenda e 72 contra.

Pré-Sal: Henrique surpreende e vota contra Governo Federal

Postado por | Pré-Sal | 10-03-2010

O deputado Henrique Eduardo Alves ocupou há pouco à Tribuna da Câmara para pronunciamento sobre a divisão dos royalties do Pré-sal. Palavra de relator.

A expectativa? Posição a favor dos Estados produtores como pretendiam Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Governo Federal.

O que aconteceu? O contrário. Pela rouquidão do deputado, o dia não foi fácil. Convencer e ser convencido, com esse mote optou pela segunda opção. HA encarou o Governo e liberou a bancada do seu partido para votar a favor da Emenda Ibsen, aquela  que determina a divisão equilibrada dos royalties  por Estados e Municípios brasileiros.

Disse o lider do PMDB : E, de alma limpa, reconheci, humildemente, o sentimento da casa. E liberei a bancada para votar a emenda Ibsen.Por fim, anunciei que mudei o meu posicionamento e votarei a favor da emenda Ibsen. Em respeito ao desejo dos parlamentares!

Pré-sal eleitoral

Postado por | Pré-Sal | 09-02-2010

Deu no Migalhas

Não vai ser tão tranquila como Lula imaginava e deseja a votação completa – Câmara e Senado – das novas regras para a exploração de petróleo no Brasil.

A oposição vai obstruir sem dizer que está obstruindo a Petrobras. E as disputas regionais, mesmo que sejam atropeladas na Câmara, ressuscitarão no Senado, onde os Estados não produtores pretendem tirar o um quinhão mais generoso.

Talvez nem dê tempo para o pré-sal frequentar os palanques eleitorais, desfalcando o tripé de realizações a ser alardeado por Dilma : petróleo, Bolsa Família e PAC.

Pré-sal (só) no ano que vem

Postado por | Pré-Sal | 05-12-2009

Deu em o Globo

O acordo desandou. A votação do projeto de partilha do pré-sal vai ficar para o ano que vem. O acordo, pelo qual os estados não produtores receberiam royalties à custa da redução da parcela dos municípios produtores, foi implodido.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, alertou o governador Sérgio Cabral (RJ) que as perdas da cidade seriam de R$ 150 milhões em cinco anos.

“Agora a coisa embananou de vez”
, resume o relator, Henrique Alves (PMDB-RN).

Texto do Pré-sal pode ser votado hoje

Postado por | Pré-Sal | 02-12-2009

Sem a concordância plena da União, o relator do novo modelo de produção do pré-sal, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fechou acordo com os Estados nordestinos e os produtores de petróleo reduzindo a parcela da União nos royalties e na participação especial dos campos já licitados.

A intenção do relator é colocar em votação o novo texto hoje no plenário da Câmara, em que reduz a parcela da União na participação especial, espécie de royalty extra cobrado nos campos rentáveis, de 50% para 35%. No caso dos royalties, ela cairia de 30% para 22%.

O governo aceita o acordo apenas em relação à mudança na divisão dos royalties das áreas já licitadas do pré-sal, cerca de um quarto do total. Quanto à participação especial, a ordem, até o retorno do presidente Lula de viagem ao exterior, é rejeitar a proposta.

Henrique Eduardo Alves disse ontem que espera convencer o presidente da necessidade de mudança na distribuição dos recursos da participação especial. “Sem essa alteração, o projeto não passa. Sei que o governo não gosta dessa solução, mas ela é a possível”, afirmou ontem.

Troco político do Pré-sal

Postado por | Pré-Sal | 26-11-2009

Deu na Folha

No meio da reunião PT-PMDB para mapear a perspectiva de aliança nos Estados, o deputado peemedebista Eduardo Cunha (RJ) lançou um alerta sobre o potencial efeito negativo da partilha dos royalties do pré-sal, tal como desenhada pelo Planalto e endossada pelos petistas na Câmara, sobre as chances de reeleição do governador do Rio, Sérgio Cabral.

O líder da bancada, Henrique Alves (RN), cortou o discurso na hora. Disse que o assunto ali era outro. Mas, na disputa pelo dinheiro do pré-sal, deputados fluminenses fazem questão de lembrar diariamente aos líderes governistas que o Rio é o Estado com mais peso (10% dos votos) na convenção que formalizará ou não o apoio do partido a Dilma Rousseff.

Durante a reunião, Ricardo Berzoini pediu “paciência” nos Estados onde a aliança não fecha, dada a existência de candidatos do PT e do PMDB. Henrique Alves devolveu: “Temos que resolver sem paciência mesmo, senão quem vai perder a paciência é o eleitor”.

Votação do Pré-sal é adiada de novo

Postado por | Pré-Sal | 25-11-2009

Foi adiada, mais uma vez, a votação do relatório do Pré-sal esperada para esta quarta-feira.

Como não se chegou a um denominador entre os governadores produtores e a tropa  salineira lulista, o assunto volta ao Plenário próxima semana.

Pré-sal: quem rouba quem?

Postado por | Pré-Sal | 24-11-2009

Do Radar de Lauro Jardim

O clima no plenário da Câmara é bastante tenso. Parlamentares dos estados produtores de petróleo estão fazendo manifestações uma atrás da outra contra alterações no relatório de Henrique Eduardo Alves, que estabelece as novas regras de distribuição de royalties.

Deputados dos 24 estados não produtores querem agora, além de reduzir a parcela de royalties dados a Rio de Janeiro,  São Paulo e Espírito Santo, rever as tarifas sobre os poços já licitados.

Na saída da reunião com Michel Temer, Sergio Cabral disse a jornalistas que um grupo de parlamentares estava querendo “roubar o Rio de Janeiro” e que a discussão sobre os royalties “não é matemática, é política, é de democracia, é de princípios”. A declaração deve tensionar ainda mais a votação.

Vendo a irritação de Cabral ao sair do encontro, o relator da partilha, Henrique Eduardo Alves, ainda tentou contê-lo. Em vão. Ao ver Cabral explodir diante das câmeras, restou a Alves protestar com o vice Luiz Fernando Pezão. Disse que não era hora de estressar. Alves considerou trágica a fala.

Essa mosca o TL não engoliu

Postado por | Pré-Sal | 18-11-2009

Manchete do Jornal de Hoje, “Ação de Henrique Alves no Pré-sal prejudicará economicamente o RN”. No corpo da matéria,  a tese de que o relatório do deputado do PMDB reduzirá royalties para o Rio Grande do Norte. Agora há pouco, o jornalista Jânio Vidal comentava o tema na TV, afirmando que a imprensa local não havia atentado para o assunto. Essa mosca a blogosfera não engoliu. Pelo menos o TL, não. Confiram comentários do blog nos últimos dias 21 e 22 de outubro.

TL COMENTA : Mais uma vez, o deputado HA joga para plateia nacional, diga-se Presidente Lula e cia. Apenas para lembrar, o RN, estado do deputado lider do PMDB, é produtor de petróleo – e pretenso produtor da oitava maravilha do mundo -  e, “só” por isso  deveria se unir ao grito do Governador Sérgio Cabral, buscando diferencial dos royalties. Caso  o bode se concretize, ficará evidenciado que entre o Governo e o progresso do  RN, HA prefere o primeiro.

TL COMENTA: Como se sabe o RN é um dos maiores produtores de petróleo do Brasil, este blog chegou a comentar que o atual Governo não se posicionou sobre a partilha de royalties do Pré-Sal. Preferiu o limbo. Do lado da moeda, tem movimento liderado pelo Governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que  pressiona a favor dos não produtores, atual afilhados do deputado HA. O presidente Lula quer outra coisa, preservar a gorda fatia da União. Resumindo: cada um puxando por seus interesse, o relator HA com os do não produtores. E por que? Aí são outros 500.

mosca21

Jean Paul Prates elogia relatório de Henrique sobre Pré-Sal

Postado por | Pré-Sal | 18-11-2009

A propósito da matéria do JH, o secretário de Energia e Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Jean Paul Prates, desmentiu no twitter qualquer crítica que tivesse feito ao relatório do deputado Henrique Alves. Abaixo, na íntegra:

I- DESMINTO VEEMENTEMENTE a reportagem do JH matutino, que me atribui declaração de que o trabalho do Dep Hq Alves no Pré-Sal prejudica o RN!

II- Quem me conhece, e ao meu trabalho, sabe que JAMAIS cometeria tal impropério e q sempre elogiei este difícil trabalho do Dep Henrique

III – A campanha eleitoral (eleitoreira?) está claramente lançada e procuram agora me usar p/causar intrigas entre a Gov e o Dep. A vcs julgar

IV -Tenho, ao contrário, ressaltado a excelência da relatoria executada  pelo Dep Hq Alves inclusive qto ao AUMENTO de receita p/ RN.

Comissão aprova relatório do pré-sal

Postado por | Pré-Sal | 11-11-2009

Como imaginado, a comissão especial  da Câmara Federal acaba de aprovar texto-base de projeto sobre regime de partilha do pré-sal.

Treze deputados votaram a favor e cinco contra a proposta. Ainda falta votar os destaques apresentados ao texto. As partes destacadas são votadas separadamente.

A comissão continua reunida no plenário 1 sob a presidência do deputado Henrique Eduardo Alves.

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Governo e relator acertam royalties do pré-sal

Postado por | Pré-Sal | 22-10-2009

Ainda aguetam Pré-Sal ? Espero que sim porque está só começando… a hora é de definição das regras do jogo. Esta é pinçada do Radar de Lauro Jardim.

Henrique Alves, relator do projeto de lei que cria o modelo de partilha para a área do pré-sal, acertou os ponteiros com o governo: numa reunião hoje na Casa Civil, Alves conseguiu o o.k. para as mudanças que pretende fazer na distribuição dos royalties, que tanta confusão rendeu nos últimos meses – uma queda-de-braço entre os estados produtores, que não queriam perder a atual situação, e os outros 24 estados, de olho na torrente de grana que o pré-sal pode despejar em seus orçamentos.

O que ficou acertado?

Primeiro, a alíquota dos royalties sobe de 10% para 15%.

E em segundo lugar, muda a divisão. Será mais ou menos assim: a União fica com 20% (antes retinha 40%); os estados produtores mantêm os 22% a que tinham direito; os municípios, que recebiam 22%, perdem mais da metade deste percentual; outros municípios afetados pelo embarque de óleo, e que recebiam pela antiga legislação 7,5%, passam a receber menos de um terço desse total; o restante, mais de 40%, será dividido entre todos os estados e municípios brasileiros.

Aparentemente, uma solução que agrada a todos. Os que estavam de fora, entram. E os que estavam dentro, perdem, mas muito pouco. Quem paga de verdade essa conta (com perda de receita) é a União.

A votação está marcada para o dia 10. Agora, é com o plenário. Mas dá-se como certo a aprovação da proposta de Henrique Alves.

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