
Ontem, Mossoró parou para a inauguração da Praça Bento Praxedes- Praça do Codó – reunindo pesos pesados da classe polÃtica potiguar.
A história da praça tem valor polÃtico diferenciado.
O nome vem de um episódio pitoresco ocorrido em 1950 quando a cidade foi visitada por grande comitiva da UDN, fazendo campanha para o Brigadeiro Eduardo Gomes à presidência da República.
O palanque de tão lotado desabou. Além da queda, quase todos os polÃticos que estavam no palanque foram derrotados nas eleições.
Depois dali nenhum candidato queria usar a praça por causa do seu “codó”, azar, falta de sorte, zica…
Foi quando AluÃzio Alves, o cigano feiticeiro em 1960, anunciou que iria exorcizar o feitiço que havia na praça, fazendo inesquecÃveis mobilizações no local.
E, com a vitória, acabou a maldição da praça Bento Praxedes. Ontem, portanto, uma festa para despertar a nação Bacurau.
O filho Henrique e o sobrinho Garibaldi fizeram questão, ajudados pela Prefeita Fafá Rosado, de enfatizar o tom da esperança e da saudade do grande lider do PMDB.
Sabedor disso, o Democrata José Agripino Maia resolveu seguir a lição de Dostoieveski; quer ser universal conta sua aldeia.
E contando sua infância, nominando cada morador da Praça do Codó que Agripino levantou a porção Arara da festa.
Lembrou a loja “A carioca”, de dona Lanuza, onde ainda muito pequeno tirou um apito, botou no bolso, sem a permissão de sua mãe Teresa.
Protamente repreendido pela má conduta, destacou o lado A:
- Foi ali que aprendi a grande lição de minha vida, que trago sempre em minha carreira de homem público; a não me apropriar do que é alheio.
Agripino ainda deixou o recado que aquela praça nunca lhe deu “codó”, lembrando a grande vitória para o Governo em 1982, derrotando AluÃzio Alves.
* Fotos: Carlos Costa
