
A pesquisa Certus/Nominuto divulgada na última terça mostrando a sucessão da Prefeitura de Natal traz alguns recados e/ou direções para o tabuleiro político que está se armando.
A incontestável preferência do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves no patamar dos quase 40 pontos na consulta estimulada é um fato já conhecido.
Assim como a boa performance da ex-governadora Wilma de Faria, com 25%.
São os beneficiários diretos da grande eleitora Micarla de Sousa (1,57%). A personificação do antagonismo da Administração Borboleta aliado a um recall de quem administrou bem a cidade.
La atrás empate técnico – a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos – entre os pré-candidatos Rogério Marinho (6,29), Hermano Morais (4,57), Fernando Mineiro (4,57).
Acrescente-se aí o não candidato assumido e declarado Felipe Maia, com 3,29%.
O Democrata entrou no páreo de forma involuntária; permancecerá assim? Eis uma questão a ser observada.
Rogério e Hermano contam com o apoio de fortes eleitores na capital, mas sabem que para chegar a algum lugar precisam se viabilizar, crescendo em pesquisa, gastando sola de sapato.
Aliás, fato incontestável que o tucano Rogério Marinho vem fazendo nos últimos dez meses. Mas ele mesmo sabe que, sem resultados práticos, tudo pode mudar.
Já cedeu uma vez. Não seria impossível fazê-lo novamente. Até por que sabe que se quiser continuar fazendo oposição a sua ex-lider Wilma de Faria precisa integrar um palanque competitivo.
Tanto sabe, que é uma das vozes mais insistentes – e conscientes - para que PMDB, DEM, PR e PSDB tenham um nome único no jogo de 2012.
Quem pensa assim não raciocina apenas olhando o próprio umbigo.
O petista Fernando Mineiro segue no velho patamar do PT na capital potiguar. Nem de longe surfa na onda Fátima de 2008, repetida e ampliada nas eleições proporcionais de 2010.
Esse parece ser um capital dela, a educadora paraibana, deputada bem avaliada e … petista como consequência.
O contrário não sendo verdadeiro, PT como cabo eleitoral, deixa Mineiro como um passageiro imigrante. A conferir.
E a que se deve a performance de Felipe? A sua agenda de “não candidato”?
São procissões (como a da foto), velórios de líderes comunitários, missas de aniversários, festas de bairros populares de Natal.
De forma consciente, ou não, tem feito o dever de casa. Se não para primeiro de turma, para passar de ano.
Lição semelhante a aplicada pela correlgionária Rosalba Ciarlini para conquistar o próprio DEM. Melhor dizendo, para despertar até o longíquo olhar do presidente José Agripino em 2010.
Felipe, mesmo filho, não teria caminho menos árduo. Parece ciente disso.
Na última semana, mesmo antes da pesquisa Certus, ele foi abordado por líderes como Carlos Augusto Rosado e João Maia.
Fase de pegar no pulso e sentir a temperatura do possível “pré”, que (ainda?) não quer.
Compasso de espera. Felipe será alternativa se puder agregar e ressuscitar a liderança agripinista uma dia entregue a ex-governadora Wilma.
Tempo, tempo, tempo. Afinal, como diria Tancredo; “Presidência não é projeto de vida, é destino”.
Seria o caso da Prefeitura de Natal?