PT que cede …em Mossoró

Postado por | Imprensa Nacional | 09-04-2012

Do Estadão

Ao diagnosticar um risco de isolamento da candidatura de Fernando Haddad em São Paulo, a direção nacional do PT decidiu ceder espaço ao PSB nas eleições de até três capitais e quatro municípios estratégicos em troca de apoio antecipado da sigla ao ex-ministro.

Os petistas podem desistir de candidatura própria e se aliar aos socialistas em cidades como Boa Vista (RR), Cuiabá (MT), Franca (SP), Mossoró (RN) e Duque de Caxias (RJ).

O PT dá como certo o apoio do PSB a Haddad, mas quer adiantar a definição da aliança para abril ou maio – e não junho, como quer a cúpula socialista. Com o objetivo de “melhorar o clima” da negociação, os petistas abririam mão de candidaturas para apoiar o PSB em grandes cidades do Sudeste e capitais do Norte ou Nordeste.

A decisão do PT de abrir espaço para os socialistas foi tomada após encontro entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente nacional do PSB, o governador Eduardo Campos (PE).

O PT está mais disposto a ceder nas Regiões Norte e Nordeste. Em Boa Vista, o partido pode desistir da candidatura da senadora Ângela Portela para apoiar Maria Helena Veronese (PSB).

Os petistas também dão como certo o apoio à deputada estadual socialista Larissa Rosado, em Mossoró (RN).

Tamanho do DEM

Postado por | Imprensa Nacional | 09-04-2012

Deu na Veja


A outra alternativa do DEM seria a fusão com o PMDB a ser deflagrada com o apoio do pré-candidato a prefeito Gabriel Chalita (PMDB) em São Paulo.

O senão é que o presidente José Agripino mostra preferências claras pelo tucanato,  personificado pelo governador Geraldo Alckimin.

Agenda (positiva) além mar

Postado por | Imprensa Nacional | 09-04-2012

Da Folha

Outra pauta O presidente do DEM, José Agripino, tenta virar o disco da crise Demóstenes Torres (sem partido-GO) com uma agenda positiva no exterior.

Ele se encontra com representantes do PP espanhol e do PSD português, partidos que integram a IDC (Internacional Democracia Cristã), entidade da qual o DEM faz parte.

Dilma deve enfrentar protestos de entidades em sua viagem aos EUA

Postado por | Imprensa Nacional | 08-04-2012

Do Poder – Folha Online

Entidades ambientalistas devem aproveitar a viagem de Dilma Rousseff a Washington, nos Estados Unidos, para fazer manifestações de apoio aos movimentos sociais e indígenas e protestar contra as políticas sociais e ambientais do governo brasileiro.

Segundo as entidades Xingu Vivo e Amazon Watch, os manifestantes devem usar cartazes e palavras de ordem como slogans como “Reforma agrária já! Nenhuma megabarragem na Amazônia! Veto ao Código Florestal! Parem de matar ativistas!”.

Os manifestantes prometem se encontrar em uma universidade da capital norte-americana e marchar até a Embaixada Brasileira. Na embaixada, ocorrerá um ato em memória da missionária Dorothy Stang, Chico Mendes, os 19 militantes do MST assassinados em Eldorado dos Carajás, e os lideres extrativistas do Pará, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.

O objetivo do protesto, dizem as entidades, é fazer uma alertar para os problemas sociais e ambientais que ocorrem no país que, em junho, sediará a Rio +20, cúpula da ONU para o meio ambiente.

Dilma faz sua primeira visita oficial aos EUA como presidente. Na passagem, terá foco nas relações comerciais, energia e negócios, segundo anteciparam os dois governos. Em março de 2011, o presidente Barack Obama, veio ao Brasil em visita oficial.

A situação na Síria e a forma como o Brasil poderia contribuir para reforçar a pressão internacional sobre o regime do presidente Bashar al-Assad pode ser outro tema abordado pelos mandátarios.

Segundo a Casa Branca, Brasil e EUA também querem aproveitar a ocasião para promover a integração regional às vésperas da 6ª Cúpula das Américas, que será realizada em Cartagena das Índias (Colômbia) em 14 e 15 de abril.

Ataque especulativo

Postado por | Imprensa Nacional | 08-04-2012

Do Painel – Folha de SP  

O Planalto já identificou no bloco PR-PTB do Senado um movimento organizado para ocupar uma vaga na Esplanada. O principal alvo é o Ministério de Desenvolvimento e Indústria, de Fernando Pimentel. O senador Blairo Maggi (MT) é o nome do grupo para o cargo.

Como Dilma Rousseff se recusa a dar o Ministério dos Transportes para o PR, a solução seria oferecer outra pasta para esse grupo que é maior, com 14 senadores. Integrantes do bloco confirmam o objetivo. “Não temos pressa. Se Dilma pedir, temos um estoque de opções para lugares nos quais estão sentados nomes menores que as cadeiras”", alfineta um senador.

Voo da alegria

Postado por | Imprensa Nacional | 08-04-2012

De O Globo – Panorama Político

Os governadores do Nordeste vão acompanhar a presidente Dilma na viagem aos Estados Unidos. Lá, eles assinarão contratos de financiamento com o Banco Mundial num valor global de US$3,5 bilhões. Com a queda da receita do Fundo de Participação dos Estados e da arrecadação do ICMS, devido à crise econômica e às ações do governo Dilma para estimular a indústria, esses recursos vão irrigar os dois anos de final de mandato.

Demóstenes quebra silêncio para criticar pacote de Dilma na internet

Postado por | Imprensa Nacional | 08-04-2012

Blog do Josias de Souza

A torrente de evidências da ligação promíscua de Demóstenes Torres com Carlinhos Cachoeira não privou o senador apenas de sua antiga biografia. Tirou dele também o senso de realidade.

Imerso em denúncias, Demóstenes decidiu quebrar um silêncio que já durava 15 dias. Neste sábado (7), veiculou um artigo no blog que mantém na internet. O título é instigante: “Um Brasil maior para os pequenos.”

Um leitor apressado poderia imaginar que o senador propugna por um país de dimensões grandiosas. Um Brasil grande o bastante para acomodar pessoas que, como ele, apequenaram-se. Engano.

Lendo-se o texto, percebe-se que Demóstenes ainda se julga em condições de posar de gigante. Em 13 parágrafos, não anotou uma mísera paralavra sobre a crise moral em que se encontra mergulhado.

Dedica-se no artigo a criticar as medidas de estímulo à indústria anunciadas por Dilma Rousseff há cinco dias. Chama as providências de “saco de bondades”. Sustenta que o pacote “trouxe menos que o esperado”.

Como se nada estivesse sucedendo à sua volta, Demóstenes ainda mantém no cabeçalho do site um selo que já não orna com sua condição de náufrago: “CPI da Corrupção, eu assinei”.

No momento, a única investigação parlamentar com alguma chance de vingar no Congresso é a CPI do Cachoeira. Alheio ao novo cenário, Demóstenes leva os lábios ao trombone para queixar-se da desatenção de Dilma com os “empreendimentos de fundo de quintal, das lojinhas sem registro, dos feirantes.”

Escreve: “São esses os que clamam no deserto da falta de financiamento, da ausência absoluta de condições de giro. O governo, que garante não abandonar a indústria, poderia completar a frase: ‘… não importa o tamanho’.”

Avalia que “os gargalos são abissais para grandes e pequenos”. Mas toma as dores dos “micros”, cujo “poder de pressão se resume ao grito diante dos juros em empréstimos, em geral com agiotas clandestinos.”

Acrescenta: “A esperança é que, mesmo aos sustos, a eles chegue a sacola de facilidades sacudidas pelo governo quando a quebradeira se avizinha.” Há um mês, esse Demóstenes combativo do artigo talvez fosse tomado a sério.

Hoje, arrisca-se a ser visto como um músico do Titanic. A história registra que, no célebre naufrágio, podia-se ouvir dos barcos salva-vidas a orquestra tocando até o fim. A caminho do fundo, Demóstenes recusa-se a ajustar o repertório.

Parece imaginar que ainda há no salão ouvidos dispostos a dar atenção a qualquer nota que não se pareça com uma boa explicação. A última manifestação de Demóstenes antes desse artigo viera em 23 de março, na forma de um lote de notas no twitter.

Numa delas, o senador anotara: “Não faço parte nem compactuo com qualquer esquema ilícito, não integro organização ilegal nem componho algo do gênero.” Desde então, avolumaram-se os grampos telefônicos em que soam as conversas vadias que denunciam o contrário.

A despeito de tudo, Demóstenes serve seu artigo à platéia de costas para os fatos. É como se, sem se dar conta do desnível do chão, o senador atribuísse a vertigem ao redor à má procedência do champanhe servido na embarcação.

Queixa-se no texto da precariedade da infraestrutura no Brasil de Dilma : “Enquanto isso, rodovias, portos, aeroportos, ferrovias e a burocracia seguem seu curso, tragando sonhos de todas as extensões.”

Com água pelo nariz, as caldeiras explodindo do seu lado, os tubarões entrando pelas escotilhas, Demóstenes mantém-se agarrado ao trombone enquanto afunda. Quando cair em si, estará tocando suas últimas notas: “Glub-glub-glub…”

A guerra fiscal e a batalha da dívida

Postado por | Imprensa Nacional | 07-04-2012

Da Revista Época

O governo continua encurralado no Senado. A casa pressiona o Planalto a renegociar a dívida dos Estados. Para isso, atrasou a tramitação da Resolução 72, que combate a guerra fiscal e deveria ter sido votada na quarta-feira passada. Foi retirada de pauta pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, discuta com os governadores a revisão dos acordos de dívidas firmados nos anos 1990. Os Estados querem que a União abdique de cobrar juros e se satisfaça apenas com a correção monetária dos débitos.

Fusão DEM-PSDB depois das eleições?

Postado por | Imprensa Nacional | 07-04-2012

Do Uol

A oitava bancada da Câmara dos Deputados. Apenas quatro senadores. Somente uma governadora de Estado. Dois escândalos de corrupção recentes. Ex-todo-poderoso do Congresso, ainda sob o nome de PFL (Partido da Frente Liberal), o Democratas passa por uma crise de representatividade. Às vésperas de uma eleição municipal, que poderia redimir a legenda, não faltam integrantes mais ansiosos por uma eventual fusão com o aliado PSDB do que por crescer nas urnas.

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), um dos raros expoentes do DEM sem vínculo com famílias tradicionais, deixou o partido “com rumo frouxo” –nas palavras de um dos seus dirigentes. Pego em conversas suspeitas com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador tinha expectativas de ser candidato a presidente em 2014, o que poderia ajudar o partido a retomar dias melhores no Congresso por conta da exposição nacional.

Agora, admitem membros do DEM, o cenário mais provável é de tentativa de fusão com o PSDB após as eleições municipais. “A diferença deve ser na forma”, disse um parlamentar da legenda que não quis se identificar. “Se o [deputado federal] ACM Neto ganhar a eleição em Salvador, se José Serra se eleger prefeito com um vice nosso, o cenário é um. Se isso não acontecer, as condições devem ser mais difíceis. Quando um partido fica muito maior que o outro, as condições para quem entra são piores.”

Para Luciano Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos (Ibep), os escândalos de Demóstenes e do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda –envolvido no esquema do mensalão do DEM–, deixaram a sigla “com uma marca difícil de apagar em tão pouco tempo”. “A justificativa de que o DEM expulsa seus corruptos não serve nas eleições. É uma estratégia errada na qual o partido apostou há tempos. E está pagando agora. As pessoas querem saber de gestão”, disse.

A saída de Demóstenes fez os principais líderes do Democratas repetirem o discurso feito na época de Arruda. “O partido não está acuado, está aliviado”, disse o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), nesta semana. “Os outros escondem debaixo do tapete. Veja o PT com o mensalão. Nós temos coragem de lidar de frente. Todo integrante que for pego em atos ilícitos será expulso. Pagaremos esse preço.”

Oficialmente, Maia não admite a fusão com o PSDB. Caso ela aconteça, o novo partido teria 80 deputados –menos apenas do que o PT. Pode não ser o suficiente diante de uma avassaladora base aliada da presidente Dilma Rousseff, mas pode criar um grupo mais coeso na tentativa de retomar o Palácio do Planalto em 2014.

Em 2011, em sua convenção nacional, o PSDB incumbiu Serra de liderar um processo que pode levar a fusão dos tucanos com o DEM e com o PPS, mais à esquerda. Desde então o projeto não evoluiu, à espera das eleições municipais deste ano.

Aposentadorias podem ficar maiores que salários para servidores federais

Postado por | Imprensa Nacional | 06-04-2012

Do Portal Terra

Os servidores que aderirem à Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) poderão, em alguns casos, receber aposentadoria maior que o salário da ativa. Por causa do desconto no Imposto de Renda (IR) para quem aplica em fundos de pensão, o funcionário pagará menos tributos ao receber o benefício.

De acordo com cálculos de técnicos do Ministério da Fazenda, um funcionário que recebe R$ 10 mil e que contribua por 35 anos terá reposição de 105%, ou seja, terá a aposentadoria bruta 5% maior que o valor do salário da ativa. Isso ocorre porque a legislação prevê a redução do Imposto de Renda para quem tem previdência complementar. Em vez de pagar 27,5% do salário, o trabalhador paga alíquotas cada vez menores.

No sistema atual de previdência para o funcionalismo público, o servidor federal contribui com 11% sobre o salário integral, e o governo entra com 22%. Em troca, o trabalhador recebe aposentadoria equivalente ao último salário na ativa, benefício ao qual não estão sujeitos os trabalhadores da iniciativa privada nem das estatais.

No novo modelo, o funcionário contribuirá com 11% até o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atualmente em R$ 3.916,20. Para receber mais que o limite da Previdência Social, o funcionário terá de aderir a um fundo de pensão privado ou optar pela Funpresp, para o qual pagará, todo mês, 8,5% da diferença entre o teto da Previdência Social e o salário total. A União contribuirá com o mesmo percentual. Cada poder ¿ Executivo, Legislativo e Judiciário ¿ terá o próprio fundo de pensão.

A mudança só vale para os servidores que tomarem posse a partir da sanção da lei que criou a Funpresp pela presidenta Dilma Rousseff. Em contrapartida, o trabalhador que aderir à previdência complementar passa a pagar menos Imposto de Renda. Inicialmente, a alíquota é 35%, maior que no regime tradicional, mas o imposto cai cinco pontos percentuais a cada dois anos de contribuição, até chegar a 10% a partir de dez anos de contribuição.

Os atuais servidores também poderão optar pela permanência no regime de aposentadoria integral ou pelo regime de previdência complementar. O Ministério da Fazenda não espera a migração desses funcionários para o novo sistema, mas esclarece que quem mudar para o novo modelo não será prejudicado.

¿Do ponto de vista de quem está na ativa ou para os novos servidores que tomarem posse antes da promulgação da lei, o impacto da reforma é neutro. Não estamos querendo incentivar nem punir os atuais servidores. As mudanças só valerão para os novos servidores¿, declara um técnico da pasta.

Os impactos da Funpresp para as contas públicas, no entanto, só serão sentidos no longo prazo, quando os novos servidores começarem a se aposentar. O Ministério da Fazenda calcula que, a partir de 2040, o País passe a economizar 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano com a previdência complementar, o que dá cerca de R$ 20 bilhões em valores atuais. Em 2070, a previdência do serviço público deve ser superavitária.

PSDB mira Ronaldo como deputado, após FHC convidá-lo como vereador

Postado por | Imprensa Nacional | 06-04-2012

Do Uol – Blog do Perrone

Em fase de montagem da relação de pré-candidatos a vereador para as próximas eleições, o PSDB lamenta não ter em sua lista o nome de Ronaldo. O Fenômeno foi convidado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para se filiar ao partido, no segundo semestre de 2011, mas não aceitou o convite.

Implícito na proposta, estava o projeto para o ex-jogador se candidatar a vereador de São Paulo, onde tem domicílio eleitoral, em 2012. Amigo de FHC, o ex-atleta disse a seu parceiro de pôquer que não quer se envolver com política. Cascata, na opinião de gente do partido.

Na avaliação de integrantes da legenda, o Fenômeno começa a pegar gosto pela política e só rejeitou a oferta porque tem planos num degrau acima. Estaria tentado a começar a carreira pública como Deputado Federal.

Assim, os tucanos já planejam contar com o astro na disputa por uma vaga na Câmara em 2014, quando ele ainda deve estar sob os holofotes por causa de sua participação no COL (Comitê Organizador Local da Copa).

Até lá, o plano é estreitar mais as ligações. Além de amigo de FHC, Ronaldo faz parte do comitê de São Paulo para a Copa, controlado pelo PSDB.

O Fenômeno é visto pelos tucanos como algluém que gosta do ambiente político e que se envolve cada vez mais com o meio, por isso sua recusa não foi convincente para o partido. Prova disso é seu relacionamento com FHC e Lula. A visita ao ex-presidente petista, fora de uma agenda oficial, reforçou essa tese.

O problema para o partido de Fernando Henrique é que Lula pode entrar no circuito e tentar levar o passe do ex-atacante para o PT. Seria mais um duelo entre os dois às vésperas da próxima eleição presidencial.

Dando uma mãozinha

Postado por | Imprensa Nacional | 06-04-2012

Do Panorama Político – O Globo

Os partidos governistas estão soltando foguete. A presidente Dilma vai usar o mês de abril para lançar vários programas voltados para os municípios. Será uma mão e tanto para os aliados, principalmente para os candidatos do PT e do PMDB, enfrentarem as eleições municipais de outubro. No dia 12, 2.600 prefeitos de municípios de até 50 mil habitantes estarão em Brasília, assinando contratos do Minha Casa Minha Vida. No dia 19, serão anunciados recursos para obras de mobilidade em grandes cidades. Por fim, no dia 24, será feito o anúncio da contratação de obras para a construção de creches e quadras esportivas.

Após acordo, governo votará unificação da cobrança de ICMS nos Estados

Postado por | Imprensa Nacional | 06-04-2012

Da Folha de São Paulo

Na tentativa de acabar com a guerra fiscal entre Estados para a atração de importações e estimular os investimentos, o governo federal anunciou nesta quinta-feira (5) ter chegado a um acordo, com o aval da equipe econômica, para aliviar o caixa de governadores e, em compensação, conseguir a aprovação, no Congresso, de mudanças nas regras de importações pelos Estados.

A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) anunciou que o governo regulamentará a cobrança de ICMS (imposto arrecadado pelos Estados) no comércio eletrônico. Hoje, o imposto é cobrado somente onde a empresa está sediada –na maior parte dos casos, em São Paulo–, e não no destino do produto.

O governo deve definir em 4% o valor da alíquota para o ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior. Hoje, ela chega a até 12% em alguns Estados.

Segundo a ministra, o governo decidiu ainda apoiar a mudança no indexador das dívidas dos Estados com a União. Hoje vinculadas à variação do índice IGP-DI, mais oneroso, as dívidas deverão ser corrigidas com base na taxa básica de juros básica, a Selic.

Como compensação, o Palácio do Planalto espera conseguir a aprovação do projeto de resolução 72/2010, em tramitação nas comissões do Senado. O projeto acaba com a chamada “guerra dos portos”, ao impedir a adoção de alíquotas diferenciadas de ICMS pelos Estados como forma de atrair importações. O receio de parte dos Estados é que a medida gere uma concentração de importações em Estados mais ricos, como São Paulo.

As mudanças nas regras do comércio eletrônico e no indexador das dívidas dos Estados foram propostas pelos líderes dos partidos no Senado, de acordo com Ideli.

A ministra trata o acordo anunciado como um “complemento” ao pacote de medidas econômicas adotadas com pompa pelo governo nesta semana.

“Atendemos boa parte das reivindicações dos governadores, gerando maior equilíbrio de suas contas e maior justiça tributária”, afirmou a ministra.

Sem CPI

Postado por | Imprensa Nacional | 05-04-2012

Do Panorama Político, O Globo

O governo e a oposição fizeram um acordo tácito para que o escândalo Carlinhos Cachoeira não vire objeto de uma CPI. O DEM não quer pagar a conta do senador Demóstenes Torres (GO). O PSDB não quer o governador Marconi Perillo (GO) sentado no banco dos réus. O PT não quer ressuscitar o caso Waldomiro Diniz. E o governo não quer fazer nada que possa tumultuar o processo legislativo e tensionar sua base política no Congresso.

Demóstenes, enfim, pede pra sair

Postado por | Imprensa Nacional | 03-04-2012

Do Radar

Desmóstenes Torres acaba de pedir desfiliação do DEM. O emissário de Demóstenes está levando a carta neste momento a José Agripino Maia.

Cachoeira quer sair de Mossoró

Postado por | Imprensa Nacional | 03-04-2012

Do Radar

A defesa de Carlinhos Cachoeira vai questionar na Justiça o envio do bicheiro para o presídio federal de Mossoró (RN).

Como o primeiro pedido de liberdade foi negado, querem pelo menos que Cachoeira volte para a prisão em Goiás.

De acordo com a banca, Cachoeira tem o direito de ficar mais perto da família e de seus advogados – um sofredor, como se vê.

Agripino dá ultimato a Demóstenes

Postado por | Imprensa Nacional | 02-04-2012

Da Veja Online

Se depender do humor de integrantes do Democratas, o senador Demóstenes Torres (GO) pode ser expulso do partido ainda nesta segunda-feira. A cúpula da legenda avalia que as gravações  reveladas por Veja no sábado complicam ainda mais a situação do parlamentar.

E será difícil mantê-lo filiado ao DEM por muito tempo. Os áudios mostram negócios entre Demóstenes e Carlos Cachoeira, chefe da máfia de caça-níqueis em Goiás.

O presidente do DEM, José Agripino Maia (DEM-RN), está indignado com a postura de Demóstenes. Em tom ríspido, Agripino reclamou que o senador até agora não deu explicações ao partido sobre as denúncias que pesam contra ele.

- “Não tenho contato com Demóstenes”, disse. “Ele não está se manifestando, então, nós precisamos ter uma conversa com ele hoje, que será uma conversa definitiva.”

Por meio de interlocutores, o senador enviou um recado ao presidente do DEM: está pronto para dar explicações ao partido.

Também devem participar da reunião que vai selar o destino de Demóstenes os deputados ACM Neto (BA), líder do DEM na Câmara, e Ronaldo Caiado (DEM-GO). O encontro deve ocorrer na casa de Demóstenes, em Brasília, no fim do dia. Os parlamentares aguardam apenas a chegada de ACM à capital, prevista para 18h.

Senadores falam em cassação

Postado por | Imprensa Nacional | 31-03-2012

Deu na Folha

Ameaçado de expulsão do DEM, o senador Demóstenes Torres (GO) terá dificuldades para preservar seu mandato se não renunciar.

Diante de novas revelações sobre sua relação com Carlinhos Cachoeira, líderes do governo e da oposição dão como certa a cassação do parlamentar pelo Conselho de Ética da Casa, caso ele seja investigado pelo órgão.

“O mandato dele, a essa altura, termina com a renúncia ou com a reunião do Conselho de Ética”, disse o líder do PT, Walter Pinheiro (BA).

Até os aliados de Demóstenes admitem que o caso deve resultar na perda do mandato. “Temos que preservar a instituição, e isso exige rigor no julgamento”, disse o tucano Alvaro Dias (PR).

O Conselho de Ética vai se reunir em 10 de abril para eleger o seu novo presidente. Caberá a ele decidir se acata a representação do PSOL contra Demóstenes.

O cargo está vago desde o ano passado, quando o senador João Alberto (PMDB-MA) se licenciou do mandato. O novo nome será do PMDB.

A pressão contra Demóstenes também cresceu dentro do seu partido. O DEM espera que o senador peça espontaneamente a desfiliação até a semana que vem. Do contrário, deve ser expulso.

O DEM concluiu que a permanência do senador nos seus quadros ficou insustentável. Membros da sigla trabalham pela sua saída. Eles temem que, em ano eleitoral, o caso prejudique candidaturas.

Pico de rejeição

Postado por | Imprensa Nacional | 31-03-2012

Do Cláudio Humberto

Os prefeitos de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), e de Natal, Micarla Sousa (PV), enfrentam obstáculos em seus partidos para disputar a própria reeleição.

Ambos batem recordes de rejeição dos munícipes.

DO TL: Na verdade, na verdade o PV não parece trazer problemas para a candidatura da prefeita Micarla. O problema está  nos outros…

Um dia da caça…

Postado por | Imprensa Nacional | 30-03-2012

Do Correio Braziliense

O deputado distrital Agaciel Maia (PTC), ex-diretor-geral do Senado, anda rindo à toa: considera Demóstenes Torres o último de seus algozes que ainda exerce um mandato na Casa.

DO TL: O presidente Sarney também tem sentido o sabor da vingança em relação ao senador goiano.

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