Primeiro ano de governo de Dilma com aprovação de 59%

Postado por | Imprensa Nacional | 21-01-2012

Do Portal R7

A presidente Dilma Rousseff concluiu seu primeiro ano no governo com a aprovação de 59% dos brasileiros, que disseram considerar a gestão atual “ótima” ou “boa”, revela pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (21) pelo site do jornal Folha de S.Paulo, que encomendou o levantamento.

De acordo com o veículo, o índice foi superior à aprovação obtida por todos os presidentes que a antecederam desde a volta das eleições diretas. Segundo o Datafolha, ao completar um ano na Presidência, Fernando Collor tinha 23% de aprovação; Itamar Franco contava 18%; Fernando Henrique Cardoso teve 41% no primeiro mandato e 16% no segundo; e Lula alcançou 42% no primeiro mandato e 50% no segundo.

Ainda de acordo com o levantamento, que ouviu 2.575 pessoas nos dias 18 e 19 de janeiro, 33% dos entrevistados classificaram a gestão como regular e 6% como ruim ou péssima. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Líder do PT na Câmara Federal diz que presidente da Petrobrás deixará o cargo

Postado por | Imprensa Nacional | 21-01-2012

Do Portal Terra

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, deixará o comando da estatal ainda em 2012. A informação foi confirmada neste sábado pelo líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP).

Segundo Teixeira, Gabrielli será substituído por Maria da Graça Foster, que atualmente é diretora de gás e energia da estatal. A razão da troca ainda não foi explicada.

A estimativa é que Gabrielli, à frente da Petrobras há seis anos, deixe a direção da estatal em fevereiro, quando ocorre a primeira reunião do ano do conselho administrativo da petroleira. A troca no comando da estatal faria parte da reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff vai promover este ano. Procurada pela reportagem do Terra, a assessoria de imprensa da Petrobras não confirmou a informação

DNOCS: Elias sob holofotes nacionais

Postado por | Imprensa Nacional | 21-01-2012

Deu no Globo

O Palácio do Planalto avalizou ontem a demissão do diretor administrativo-financeiro do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o cearense Albert Gradvohl, que será efetivada na próxima segunda-feira, em ato publicado no Diário Oficial da União.

Foi uma solução para esvaziar uma crise com o PMDB, que comanda o órgão. O alvo inicial da reestruturação no órgão era o diretor-geral do DNOCS, Elias Fernandes Neto, afilhado político do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves(RN).

Relatório de irregularidades na gestão de Fernandes Neto, divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) no fim de 2010, aponta todo tipo de desvios de recursos públicos em obras de combate às secas no Nordeste, principalmente dispensa de licitação e superfaturamento na compra de tubulações para a barragem de Tabuleiro de Russas, no Ceará.

As suspeitas são de superfaturamento de R$5,9 milhões para essa obra. Para PMDB, permanência de Elias está garantida Henrique Alves trabalhou nos últimos dias para manter Fernandes Neto no cargo. A exoneração dele chegou a ser analisada pela Casa Civil, mas, após a crise com o líder peemedebista, o Planalto recuou. – O ministro Fernando Bezerra enviou ao Planalto o pedido de exoneração dos dois, do Elias e do Gradvohl.

Os dois nomes estão na Casa Civil. Desde que o Fernando Bezerra chegou lá, está tentando tirar o Elias – confirmou o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que indicou Gradvohl, no governo Lula. Procurado pelo GLOBO, Henrique Alves confirmou que há uma investigação em curso da CGU na gestão de Fernandes Neto, mas informou que todos os esclarecimentos já foram apresentados há três meses. – A CGU fez uma série de questionamentos ao Fernandes Neto. E todas as respostas foram dadas pelo DNOCS, em conjunto com o ministro Fernando Bezerra. Inclusive, os esclarecimentos foram prestados com dados do Ministério do Planejamento – disse Henrique Alves.

O líder do PMDB afirmou ainda que está assegurada a permanência de Fernandes Neto no cargo. Henrique Alves emplacou o nome de Fernandes Neto no comando do DNOCS ainda no governo Lula. E conseguiu mantê-lo no cargo no governo Dilma após negociação com o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci. – Está tudo normal com o Fernandes Neto. Quem está saindo é o diretor administrativo do DNOCS. Tanto que Fernandes Neto já foi convocado para lançar o PAC-DNOCS na terça-feira – disse Henrique Alves.

Em nota enviada ontem à noite, ao GLOBO, o Ministério da Integração Nacional informou que o diretor substituído foi Gradvhol. O texto acrescenta, ainda, que “esta substituição se dá no âmbito da reforma da Diretoria do órgão, iniciada com a troca da Diretora de Infraestrutura, Cristina Peleteiro, pelo engenheiro Fernando Ciarlini, técnico indicado pelo PMDB cearense, ocorrida em dezembro último”. E que “essa reforma ocorre, na verdade, devido à reestruturação da entidade na busca do aperfeiçoamento das práticas de gestão e da implantação de um sistema de monitoramento integrado entre o ministério e suas vinculadas.”

Dilma começa a reforma ministerial

Postado por | Imprensa Nacional | 19-01-2012

Do Correio Braziliense

A presidente Dilma Rousseff iniciou oficialmente a minirreforma ministerial ao confirmar a indicação de Aloizio Mercadante para a vaga de Fernando Haddad no Ministério da Educação e de Marco Antônio Raupp, atual presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), para substituir Mercadante no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, como adiantou o Correio na edição de terça-feira. A escolha de Raupp foi uma opção técnica da presidente, apesar de a bancada do PT na Câmara preferir o nome do deputado federal Newton Lima (SP).

Mercadante é um dos fundadores da Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior (Andes), e, segundo especialistas do setor, aproveitou-se do empenho da presidente em promover a chamada “era do conhecimento” e incluiu no nome do ministério a palavra inovação. Já o substituto do petista na pasta é primo distante do senador Valdir Raupp (PMDB-RR), mas sua indicação tem um caráter estritamente técnico. Presidente da Agência Espacial Brasileira, já presidiu também a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Não tem reforma no Planalto

Postado por | Imprensa Nacional | 18-01-2012

De O Globo

A presidente Dilma, na audiência com o vice Michel Temer, informou que as mudanças na equipe serão limitadas a quatro pastas. Os ministros Fernando Haddad (Educação) e Iriny Lopes (Mulheres) vão concorrer em São Paulo e Vitória. Para substituir Aloizio Mercadante, que vai para a Educação, a presidente quer um nome técnico na Ciência e Tecnologia. Nesse perfil, os nomes mais fortes são o do deputado Newton Lima (PT-SP), ex-reitor da Universidade de São Carlos, e o do presidente da Agência Espacial Brasileira, Marco Antonio Raupp, ex-presidente da SBPC. Na pasta do Trabalho, a experiência parlamentar favorece o nome do deputado Vieira da Cunha (PDT-RS).

DEM, PMDB e os japoneses de Sampa

Postado por | Imprensa Nacional | 13-01-2012

Do Blog do Josias de Souza

Michel Temer passou a semana longe do gabinete da vice-presidência da República. Ficou em São Paulo. Em tese, recuperava-se da cirurgia em que os médicos o livraram de uma vesícula incômoda.

Na terça-feira (10), o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, tomou o avião para São Paulo. Foi visitar o amigo cinco dias depois de ele ter recebido alta hospitalar.

Henrique encontrou não um Temer convalescente, mas um político em atividade plena. Tornou-se participante involuntário de uma reunião reservada e estratégica.

Chegou no instante em que Temer recebia o deputado Gabriel Chalita e o advogado Alexandre Moraes. Chalita é o candidato do PMDB à prefeitura de São Paulo. Moraes preside o DEM no município.

Mais cedo, sem Chalita e Henrique, Temer reunira-se com o presidente do DEM no Estado, Jorge Tadeu Mudalen.

Nas duas conversas, alinhavou-se uma costura que parecia impensável.

Em troca da posição de vice na chapa do Chalita, o DEM achega-se ao PMDB. Simultaneamente, afasta-se devagarinho do PSDB, seu parceiro tradicional.

O acordo não foi fechado. Mas os desacertos do tucanato o tornam cada vez menos improvável. Se dependesse apenas dos ‘demos’ Moraes e Mudalem o acerto com Chalita seria formalizado já.

Porém, as negociações passam pelo DEM federal. Que posterga a batida do martelo em consideração ao governador tucano Geraldo Alckmin. Empurra-se a deliberação para março.

Presidente nacional do DEM, o senador José Agripino Maia (RN) não é refratário a uma aliança com Chalita. Longe disso. Enxerga no pupilo de Temer uma alternativa real.

Agripino costuma dizer que a disputa municipal de São Paulo tornou-se um torneio de “japoneses”.

Japonês, no caso, é eufemismo para candidato que, por inexpressivo, assemelha-se aos demais.

Excluídos os nomões do tabuleiro –o tucano José Serra e a petista Marta Suplicy— o eleitor será submetido a opções niveladas nas pesquisas eleitorias abaixo da linha dos 10%.

Nesse contexto, o DEM tornou-se parceiro cobiçado. A despeito de ter sofrido uma erosão em seus quadros, a legenda dispõe de uma mercadoria valiosa: tempo de TV. Coisa de três minutos.

Algo que somado aos 4,5 minutos de que dispõe o PMDB, alargaria a vitrine eletrônica do PMDB para 7,5 minutos. Não é garantia de vitória. Mas é o suficiente para converter Chalita num ex-japonês.

Considerando-se que Temer tricota com outras legendas, um Chalita vitaminado pelo DEM pode entrar na disputa com um tempo de televisão igual ou maior que o de Fernando Haddad, o japonês do PT.

Quer dizer: o DEM, feroz antagonista do governo Dilma Rousseff, virou peça vital para o projeto político do vice-presidente Michel Temer. Que se contrapõe aos interesses de Lula, padrinho de Haddad.

Enquanto o PMDB afina sua viola com o DEM, o PSDB demora-se a tomar uma decisão. Alckmin pressiona Serra a entrar na briga. Mas ele refuga. Restam ao tucanato quatro alternativas.

Para os padrões de Agripino, são quatro não-opções: Bruno Covas, José Aníbal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli.

Por mais boa vontade que tenha com Alckmin, o DEM pode chegar à conclusão de que o japonês do PMDB é menos inviável do que os outros.

Tomado pelo mapa de suas votações mais recentes, Chalita parece trazer os olhos bem abertos. Estreou nas urnas em 2008. Nessa época, era filiado ao PSDB. Foi à Câmara de Vereadores de São Paulo com mais de 100 mil votos.

Em 2010, disputou uma cadeira na Câmara federal. Dessa vez pelo PSB. Roçou os 600 mil votos. Foi o terceiro deputado mais votado do país. À frente dele, apenas uma dupla do PR: o novato Tiririca (SP) e o escolado Anthony Garotinho (RJ).

Em nome da Rosa

Postado por | Imprensa Nacional | 12-01-2012

Do deputado Henrique Alves sobre o Ministro Fernando Bezerra Coelho:

-  “Vou prestar minha solidariedade a um dos ministros que melhor diálogo tem com a minha bancada e com o meu Estado. Vou falar também em nome da governadora, Rosalba Ciarlini (DEM), que me autorizou”.

DO TL: O RN tem projetos fechados importantes com o atual ministro. Além da Barragem de Oiticica, programas de irrigação e abastecimento…


Sem fundo

Postado por | Imprensa Nacional | 10-01-2012

Deu em O Globo

A cúpula do PSD jogou a toalha.

O TSE não vai decidir sobre o fundo partidário antes da segunda quinzena de março.

 

Falta quórum

Postado por | Imprensa Nacional | 08-01-2012

Do Correio Braziliense

Parlamentares de oposição se mostram favoráveis à proposta do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, de ir ao Congresso para explicar as denúncias de favorecimento político na distribuição de recursos para o seu reduto eleitoral e na liberação de emendas parlamentares.

Integrantes do PPS, PSDB e DEM, no entanto, veem com reserva um depoimento na próxima terça-feira, como sinalizou o ministro, em pleno recesso legislativo.

- “Seria inócua a ida de Fernando Bezerra ao Congresso neste momento, não haveria um debate minimamente conclusivo”, avalia o senador José Agripino Maia (DEM-RN).


Realinhamento

Postado por | Imprensa Nacional | 08-01-2012

Do Correio Braziliense

O presidente do DEM, senador Agripino Maia, do Rio Grande do Norte, mantém distância regulamentar do PSDB e do PPS enquanto se aproxima cada vez mais do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). O estranhamento com os aliados está diretamente relacionado às eleições municipais, nas quais a legenda vem tendo mais facilidade para se relacionar com os peeemedebistas.

Lula enfrenta primeira radioterapaia

Postado por | Imprensa Nacional | 04-01-2012

Do Blog do Josias

Lula submeteu-se nesta quarta (4) à primeira sessão de radioterapia. Recebeu também nova dose de medicamentos quimioterápicos. Chegou ao hospital Sírio Libanês antes das 11h. Saiu perto das 17h.

Nesta nova fase, que vai durar de seis a sete semanas, o tratamento do câncer na laringe obrigará Lula a comparecer ao hospital todos os dias, exceto nos fins de semana.

As sessões de radioterapia serão diárias. As dosagens de químio, mais brandas que as anteriores, serão ministradas uma vez por semana. Amigo e sócio de Lula, Paulo Okamoto disse que o ex-soberano deve alugar um flat em São Paulo.

Assim, evitaria o vaivém entre a capital e São Bernardo nos dias de trânsito entupido. Espera-se que o tratamento seja concluído em março. Em tempo para que Lula mergulhe na campanha municipal.

Até aqui, Lula manteve sua doença na vitrine. A cada nova passagem pelo hospital, a cada visita recebida na cobertura de São Bernardo, divulgava-se uma foto. Desde meados de dezembro, as imagens haviam sumido.

Após a notícia sobre a regressão do tumor –75%, segundo os medicos—, Lula tomara chá de sumiço. Nesta quarta, entrou no hospital por uma porta lateral, longe do alcance dos jornalistas.

Um boletim médico informou que a combinação da radioterapia com as dosagens ambulatoriais de químio ocorreu como “programado anteriormente”. Okamoto declarou que Lula não apresentou reações adversas.

Agripino aposta em 8 prefeitos de capitais

Postado por | Imprensa Nacional | 04-01-2012

Do Radar de Lauro Jardim

Enquanto o PSDB faz planos de eleger até mil prefeitos em outubro, o DEM adota discurso menos ousado. Longe dos números de quatro dígitos, José Agripino Maia avalia que o DEM tem chances reais de eleger prefeitos em oito capitais.

Superada a desidratação causada pelo PSD, Agripino acredita que o momento de crescer chegou:

– Temos absoluta certeza de que vamos crescer em número de eleitores e de prefeitos, mantendo o discurso de coerência com nossos dogmas.

Agripino diz que o DEM vai continuar seguindo o roteiro crítico sobre o inchaço da máquina pública, a carga tributária e na defesa do direito de propriedade. Sobre as negociações de apoio país afora, Agripino garante:

– Não há restrição para alianças.

DEM em disputa

Postado por | Imprensa Nacional | 04-01-2012

O Panorama Politico de O Globo de hoje informa que o DEM de Natal é disputado pelo PSDB de Rogerio Marinho e pelo PMDB, de Hermano Morais.

Não admite a possibilidade de candidato próprio da legenda.

Ex-secretário desalojado na Bahia por turma de Dilma

Postado por | Imprensa Nacional | 03-01-2012

Deu em Claudio Humberto

Oficiais hospedados ou com reserva no hotel de trânsito da base naval de Aratu (BA), onde Dilma curte o “recesso”, foram desalojados sem aviso pela Marinha, para dar lugar aos assessores da presidente.

Muitos saíram às pressas com as famílias. Um oficial aposentado conta que ignoraram sua reserva, batendo em retirada às 2h da manhã.

Mais sortudos abrigaram-se nas residências funcionais de colegas.

Além de diárias e taxas a preços reduzidos, os oficiais da Marinha também perderam o direito à praia de Inema, “fechada” para Dilma.

O episódio revoltou militares: ex-comandante militar do Nordeste, o general José Carlos Leite Filho chamou de “capachos” quem autorizou.

A Marinha diz que comitivas presidenciais têm “prioridade” porque precisam da proximidade com os presidentes, e Dilma não foi exceção.

Afirma também que, nesses casos, coloca os militares em hotéis conveniados e casas particulares: nenhum deles “jamais ficou na rua”.

DO TL: O general citado é o ex-secretário de segurança do Governo Garibaldi Alves no Rio Grande do Norte.

Pauta de fevereiro

Postado por | Imprensa Nacional | 03-01-2012

Do Panorama Político no Globo

A discussão sobre o reajuste dos aposentados, que quase derrubou a votação do Orçamento, volta à pauta em fevereiro.

A negociação será conduzida pelos ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Garibaldi Alves (Previdência).

Mensalinho

Postado por | Imprensa Nacional | 02-01-2012

Melchiades Filho – Da Folha 

Viraram a casaca os dois tucanos que, no passado, mais aguerridamente investigaram e denunciaram o esquema de desvio de dinheiro público para a compra de apoio político ao governo Lula.

Gustavo Fruet bandeou-se para o PDT. Neste ano sairá candidato a prefeito de Curitiba, como “peão” no jogo do PT para desbancar o PSDB do poder no Paraná, o movimento seguinte será o lançamento da ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) ao governo em 2014.

Eduardo Paes, que em 2005 chamou Lula de “chefe da quadrilha”, pediu desculpas, migrou para o PMDB e virou prefeito do Rio. Tem agora o respaldo do PT para se reeleger e comandar a festa (e os “preparativos”) da Olimpíada de 2016.

Outro garoto-propaganda das CPIs nascidas do mensalão, ACM Neto (DEM-BA) por pouco não fechou com o PMDB e se juntou à base de Dilma no ano passado.

Seis anos atrás, Gastão Vieira (PMDB-MA) fazia parte da bancada não (tão) alinhada com o Planalto. Acusava Lula de “comprar partidos e cooptar deputados”, em um “caso de corrupção sem paralelo” na história. Em setembro, foi premiado com o Ministério do Turismo.

Quem também virou ministro de Dilma foi Garibaldi Alves (PMDB-RN), que, à frente da CPI dos Bingos, acolhia sem pestanejar os pedidos da oposição para fustigar o presidente então enfraquecido.

Como peça de promotoria, o mensalão está mais forte do que nunca. Apesar dos ardis de alguns ministros e de personagens do bastidor, o julgamento deverá mesmo ocorrer neste ano no STF. Não surpreenderá se resultar em prisões. O inquérito é detalhado e devastador.

Do ponto de vista político, porém, o escândalo aos poucos esmaeceu. Perdeu a octanagem do “nunca antes neste país” e começa o ano novo sem apelo no Congresso, vítima da força dos governos do PT e do adesismo de ocasião.

O tal poder

Postado por | Imprensa Nacional | 01-01-2012

Danuza Leão – Da Folha

A gente lê os jornais, vê as noticias e se pergunta: por que será que as pessoas querem tanto o poder?

Existe quem pense que, com ele, vai conseguir mudar o mundo. Não que seja pouco -afinal, mudar o mundo é um grande projeto. Mas talvez exista alguma coisa a mais nesse desejo. Qual é, afinal, a grande graça do poder?

Quanto mais poderoso você é, menos consegue mandar em sua própria vida. Um ministro, cuja foto sai todos os dias nos jornais, não pode nem ir a um restaurante sem ser escoltado por seguranças. E isso é bom?

Poder e dinheiro são parecidos, mas o poder é melhor. Um milionário é poderoso? Em termos; ele pode ter tudo o que quer, mas seu poder é relativo. Aliás, o supremo poder é ser dono da sua própria vida, e esse poucos têm. Dá para ir à praia segunda-feira de manhã e fazer do dia o que bem quiser? Não, a não ser que você seja seu próprio patrão. E quando se é seu próprio patrão, aí mesmo é que não dá.

Um dia você se apaixona e é correspondido; e por acaso um homem apaixonado é dono de sua vida? Tem o direito de decidir o filme que gostaria de ver ou o restaurante onde prefere jantar? Quando mais felizes no amor e mais sucesso na profissão, mais prisioneiros somos.

Mas o poder tem grandes vantagens, sim, e uma delas é que os poderosos não esperam por nada nem por ninguém. Parece pouca coisa? Pois não é.

Pense em quantos telefonemas você dá por dia e o tempo que espera para que eles -os poderosos- atendam. E a fila do elevador, que você tem que enfrentar galhardamente, em nome da civilidade, dos bons costumes e da democracia? Seja sincero: se você fosse o dono do mundo, não teria um elevador só para você, que não parasse em nenhum andar, para não ter que ouvir gente que fala no celular, ri, assobia e até cantarola num espaço tão pequeno? Ah, como deve ser bom ser o chefão de alguma coisa: de uma empresa, de um país, da máfia. Esses nunca esperam.

Quando eles saem o carro já chegou (o motorista foi avisado pelo celular), esperando com a porta aberta, e dependendo do tipo de poder, têm direito até a batedores abrindo o caminho no trânsito.

Por que um milionário compra um jatinho por milhões, se as primeiras classes são tão confortáveis? Porque sendo dono do seu próprio avião, é ele quem escolhe a hora em que quer decolar. Aliás, outra vantagem do poder: ter alguém que se lembra de carregar o celular, que sonho.

Quando um poderoso de verdade chega a qualquer lugar, alguém chega antes, para abrir as portas – em todos os sentidos. Parece pouco? Pois é por coisas aparentemente tão simples que existem até os golpes de Estado. Mas a vida dos poderosos não é um mar de rosas, pois existem os jornalistas querendo saber se eles estão bem ou mal-humorados (e por que razão), e, se não descobrem, especulam e não dão sossego, dia e noite, querendo saber dos detalhes -e quanto mais íntimos esses detalhes, melhor. Mas eles gostam, e fazem qualquer papel para se agarrar ao tal do poder, seja ele de síndico ou de ministro.

Viver sem precisar esperar por nada nem por ninguém, não perder tempo, para ter mais tempo, todo o tempo do mundo, esse é o sonho supremo; e mais tempo para quê? Para trabalhar mais, ganhar mais dinheiro e ter mais poder.

Simples, não?

PS – Se seu ano não foi bom, coragem, o próximo vai ser melhor; e se foi bom, vai ser melhor ainda. Feliz 2012.

Ciro Gomes cotado para Ministro

Postado por | Imprensa Nacional | 30-12-2011

Do Correio Braziliense

De volta ao cenário político nacional, Ciro Gomes passou a ser cotado para o Ministério da Ciência e Tecnologia, na vaga de Aloizio Mercadante (PT).

O Correio apurou que Mercadante e Ciro conversaram pessoalmente no ministério há aproximadamente duas semanas, encontro que provocou uma tensão no PT. O partido pretendia emplacar o deputado Newton Lima (SP), professor universitário.

Não está nos planos da legenda sair menor na reforma ministerial do início do ano que vem. O partido resiste à ideia, mas, se a derrota for inevitável, os petistas começam a refazer os planos: ficariam satisfeito se pudessem indicar alguém para o Ministério das Cidades, que ficará aberto com a provável saída de Mário Negromonte.

A mera possibilidade de Ciro se tornar ministro de Dilma Rousseff não estremece apenas o PT. O PSB terá que descobrir como reacomodar alguém do tamanho do ex-governador do Ceará.

É consenso na legenda que ele é um quadro excepcional e que está subaproveitado. Mas algumas coisas estão claras na cabeça dos dirigentes partidários: caso Ciro seja escolhido, ele deve ser contado como um ministro da cota pessoal da presidente Dilma, não como um indicado do PSB. “O Ciro é filiado ao partido, mas ele é o Ciro, tem personalidade própria”, disse um integrante da cúpula do partido.

Com isso, a legenda passa o recado de que não aceitará pressões de outros partidos para que o PSB abra mão de alguma das duas pastas que tem no momento: Integração Nacional, com Fernando Bezerra Coelho, e Portos, ocupada por Leônidas Cristino.

Esse último, inclusive, é ex-prefeito de Sobral, berço político de Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará, e foi indicado pelos dois irmãos. Na lógica política, seria injusto Ciro ter um ministério para si e um afilhado político em outro.

Líder do PT confirma acordo com PMDB

Postado por | Imprensa Nacional | 28-12-2011

Deu no Radar, de Lauro Jardim

Em um almoço com Paulo Teixeira, ontem, em Brasília, Henrique Eduardo Alves encheu de elogios a gestão de Marco Maia na Câmara e mostrou toda a sua admiração pelo trabalho da bancada petista na Casa.

O motivo de tanta cordialidade é que Teixeira garantiu que o PT vai cumprir o acordo de repassar ao PMDB a presidência da Câmara, em 2013. Alves, em plena campanha, ficou feliz da vida

 

Irrigação de Apodi garantida

Postado por | Imprensa Nacional | 28-12-2011

Do Jornal de Fato

A deputada Fátima Bezerra (PT) comemorou a decisão da presidente Dilma Rousseff (PT) de suspender o Projeto do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi, para estabelecer uma mesa de debate em torno do benefício.

Funcionou a pressão dos contrários ao investimento, que viria através do Dnocs – algo em torno dos R$ 200 milhões –, e prevaleceu o sentimento menor, camuflado em argumentações técnicas.

TL CONTA MAIS: O deputado Henrique Eduardo Alves esteve ontem em Brasília tratando do assunto. Retornou com certeza que o projeto é irreversível e que o contrato dando a ordem de serviço será assinada em janeiro  na cidade de Apodi.


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