Negligência em fiscalização de obras gera pedido de ressarcimento

Postado por | Imprensa Local | 05-04-2012

Do Panorama Político, Anna Ruth Dantas

Falhas materiais e financeiras em obras da Escola Estadual Anísio Teixeira, do ano de 1999, levaram o Plenário do Tribunal de Contas do Estado a pedir o ressarcimento de R$ 40,2 mil reais aos servidores da Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Desporto, Judson Ribeiro Magalhães e Genardo Lucas da Câmara Junior, engenheiros do quadro do órgão. Eles foram acusados de atestarem serviços não executados na obra.

Também recebeu penalidade Andrews Jackson Clemente da Nóbrega Gomes, servidor da Tributação Estadual, representante da empresa CNC – Construtora Nóbrega Gomes Ltda, responsável pela obra de ampliação da escola.

A decisão do TCE ocorreu após relato dos autos pelo conselheiro convocado Marcos Montenegro. A Corte de Contas entendeu que houve má-fé na alteração no projeto de engenharia sem a justificativa formal, divergência nos quantitativos entre os itens medidos e orçados, gerando dano ao erário com a conivência dos engenheiros responsáveis pela fiscalização.

Prejuízo do município em precatório supera os R$ 22 milhões

Postado por | Imprensa Local | 05-04-2012

Da Tribuna do Norte

Uma investigação realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte constatou indícios de irregularidade em um acordo firmado entre o município de Natal, representado pelo procurador-geral Bruno Macedo Dantas, o Tribunal de Justiça e a Henasa Empreendimentos Turísticos, através do advogado Fernando Antônio Leal Caldas Filho. Segundo o que foi apurado, um precatório que deveria custar aos cofres públicos de Natal, no máximo, R$ 72 milhões teria sido calculado de forma equivocada para que o valor total passasse para R$ 191,22 milhões.

Por causa do alto valor do débito, ficou acordada uma redução de quase 50% e o pagamento de R$ 95,6 milhões aos proprietários da Henasa – que vem a ser o maior precatório já pago no Estado. A negociação chamou a atenção do Tribunal de Contas não só pelo montante, mas pela forma como ocorreu. O órgão suspeita de “conluio” tanto para o cálculo quanto para o pagamento dos valores.

O processo de Precatório nº 2001.003123-5, de 1995, teve como objeto o pagamento de R$ 17.814,652,76 por parte do Município de Natal à Henasa, tomando por base de cálculo feito pela própria empresa. Deste valor, R$ 2.976.608,70 eram destinados aos honorários advocatícios, enquanto R$ 14.836.042,97 era o valor da indenização propriamente dita. O processo ficou praticamente parado por anos, mas em 2002, o Município questionou os valores alegando erro nos cálculos e fornecendo também um parecer contábil.

Em dezembro de 2008, quando o advogado Fernando Caldas Filho assumiu, ele solicitou informações sobre o caso. Em fevereiro de 2009, sem qualquer comunicação oficial do TJRN, o procurador-geral de Natal, Bruno Macedo, solicitou diretamente à então chefe da Divisão de Precatórios, Carla Ubarana, que fosse informado o valor atualizado do precatório. No dia 4 de março de 2009, o desembargador Rafael Godeiro, então presidente do TJRN, solicitou que a Divisão de Precatórios fizesse a atualização dos valores e incluísse aí os honorários advocatícios de Fernando Caldas Filho. Nesse momento, o valor apresentado pela Divisão de Precatórios foi de R$ 191 milhões.

Durante a inspeção realizada na Divisão de Precatórios, os técnicos do Tribunal de Contas desconfiaram da falta de comunicação oficial entre o Município, o TJRN e o advogado da Henasa e do rápido andamento do processo depois da entrada do advogado Fernando Caldas.

Outro ponto levantado pela investigação do Tribunal de Contas é o fato do Município não ter questionado o alto valor do precatório calculado por Carla Ubarana. O TCE tem documentos que atestam que o cálculo foi realizado “sem a participação do contabilista responsável pelo setor”. Esse cálculo resultou em um aumento de 1.073,41% em relação ao débito original – saindo de R$ 17 milhões para R$ 191,22 milhões.

Diante dos indícios, o TCE encomendou uma perícia para a confirmação do real valor do precatório e chegou a um total de R$ R$ 72.847.120,90, atualizados para este ano.

Não tendo questionado o valor apresentado pelo setor de precatórios do TJRN, o Município, representado pelo procurador-geral, Bruno Macêdo, celebrou um acordo com a Henasa que reduzia o débito para R$ 95.612.348,91 a serem pagos em 10 parcelas anuais de R$ 5 milhões, a partir de março de 2010, e parcelas mensais de R$ 380.102,91.

A julgar pela perícia contábil realizada pelo TCE, o prejuízo aos cofres municipais somente no pagamento deste precatório seria da ordem de R$ 22 milhões – equivalente à diferença entre o valor real do precatório (R$ 72.847. 120,90) e o valor acordado entre as partes (R$ 95.612.348,91).

Desembargadores em divergência

Postado por | Imprensa Local | 04-04-2012

Primeiro foi o desembargador Rafael Godeiro que passou a responsabilidade  para o seu então vice presidente Amaury Moura. Teria sido do segundo a decisão de facilitar a tramitação do  pagamento de precatórios no Tribunal de Justiça.

Hoje, Moura nega com ênfase ao Novo Jornal:

- Eu não sei de onde o desembargador Rafael Godeiro tirou da cabeça que eu aprovei isso. Era uma sessão ordinária, como acontece todas às quartas-feiras, com a presença do procurador geral. Foi aprovado por unanimidade. Só estava ausentes o presidente Rafael Godeiro e a desembargadora Judite Nunes. Eu apenas presidi a sessão. Acho que ele (Rafael Godeiro) se expressou mal.”

Moeda de troca, não

Postado por | Imprensa Local | 03-04-2012

Do Novo Jornal

Depois de uma prévia que praticamente rachou o partido ao meio, o PT de Mossoró vê novamente ameaçada sua intenção de apresentar um candidato próprio a prefeito. O diretório nacional do PT tenta conseguir o apoio do PSB à candidatura do ex-ministro Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

Lá o PSB é aliado dos tucanos e os petistas querem evitar uma coligação entre os dois.

Para tanto, o diretório nacional do PSB precisaria intervir politicamente no diretório paulista para assegurar a aliança com o petista. O problema é que em troca dessa atitude, o PSB quer o apoio dos petistas em cidades onde os socialistas têm candidatos mais viáveis e incluiu Mossoró no rol dos municípios onde pretende obter o apoio do PT.

Agora, novamente ele vê ameaçada sua pretensão de ser candidato à prefeitura. Numa reunião ontem entre o secretário do PT, Paulo Frateschi, e o vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, em Brasília, o assunto voltou a pauta de negociação entre as duas legendas. Apesar disso, Josivan Barbosa diz que está tranqüilo quanto ao desfecho dessas conversas que podem rifar a candidatura dele.

-“Estou tranquilo que Mossoró não será usada como moeda de troca”, diz.

O PT defi niu uma estratégia de atuação nas 118 cidades acima de 150 mil habitantes que representam 55 milhões de votos ou 42% do eleitoral total do país.

Josívan Barbosa acredita que falar agora em aliança com o PSB iria criar dificuldades de engajamento da militância, que se veria desmotivada depois da decisão tomada em prévias e desde já descarta uma eventual candidatura a vice-prefeito. “O momento para se fazer coligação já passou”, vaticina.

O deputado Fernando Mineiro (PT) disse não ter conhecimento do debate realizado em Brasília em torno das alianças e que, por isso, tinha difi culdades em opinar sobre o tema, mas deixou claro que defende a tese de que as questões de Mossoró devem ser defi nidas pelo PT do município. “É natural que o PSB coloque na mesa de negociações um leque de alianças mais amplo em outras cidades, mas não  sei se isso irá prosperar”.

Procurada, a deputada Fátima Bezerra, cuja tendência defendeu a tese da aliança com o PSB durante as prévias, não retornou as ligações para comentar sobre a reunião entre os diretórios nacionais dos dois partidos em Brasília.

Líder do Governo critica falta de diálogo com Legislativo

Postado por | Imprensa Local | 01-04-2012

Para fechar a semana, em que a relação da Governadora Rosalba Ciarlini balança com a maior bancada aliada, a do PMDB, o lider do Governo na AL  Getulio Rêgo (DEM) entra em cena para … colaborar com argumentos da base aliada.

À Tribuna do Norte deste domingo disse com todas as letras que falta diálogo com o Legislativo . Mais. Falta abertura para os aliados participarem do lado B da gestão. Afinal, para ele, aliados não são apenas para dividir louros, mas também compartilhar e gerenciar crise. Como a de agora, por exemplo.  Veja o que diz o lider Democrata.

- Com relação à convivência com a Assembleia, temos que fazer uma autocrítica. Não está havendo diálogo com os deputados. Isso eu transmiti à governadora em uma conversa que tivemos. É preciso restabelecer o diálogo com os parlamentares, até para que eles acompanhem, no dia-a-dia, a realidade que está sendo encontrada. É preciso lembrar sempre que a tarefa de governar, a gerência, é da governadora. Mas ela precisa da participação de todos nós que somos aliados políticos. Se o governo não for bem sucedido, não seremos… Somos sócios na construção de uma vitória.

Getulio aponta falta de autonomia para interlocução. Por coincidência – ou não – foi uma das críticas relatadas pelo lider do PMDB Walter Alves. Falta interlocução?

Falta, falta. Não tenho nada a esconder, porque estou com 29 anos e três meses de mandato e sempre procuro transmitir a realidade de minha prática parlamentar… Sou membro do governo, mas, essa crítica, faço. Disse à governadora que é preciso o chefe do Gabinete Civil ter mais autonomia para resolver o varejo da ação administrativa. Isso não está acorrendo. Se a governadora está atribulada, com dificuldade financeira a ser superada, tem que haver alguém que seja o interlocutor do Parlamento para não sufocar cada vez mais as atividades dela. Isso deve existir e transmiti para ela pessoalmente essa percepção.

O novo diário de Carla Ubarana

Postado por | Imprensa Local | 30-03-2012

Do Novo Jornal

PIVÔ DO ESCÂNDALO dos precatórios no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, Carla Ubarana usou o tempo ocioso na prisão para ocupar a mente. Autora de um livro de auto-ajuda onde re-
lata, entre outras coisas, experiências de viagens à Europa, a ex-chefe da divisão de precatórios do TJ será mais ousada na segunda obra.

Não é exagero dizer que Ubarana tem em mãos um best-seller. Se de ficção ou realidade, é a Justiça quem vai dizer.

Na cadeia, Carla escreveu um diário contando sua versão, com detalhes, de como o maior esquema de corrupção da história do TJ foi armado. Segundo ela, tudo aconteceu com a conivência de desembargadores e juízes.

O NOVO JORNAL teve acesso aos escritos de Carla Ubarana e revela o conteúdo legível do texto.

Dos nomes envolvidos ao modus operandi do crime. Além das anotações pessoais, o diário também traz troca de correspondências entre ela e o marido na cadeia.

Essa é a versão da principal suspeita, para o Ministério Público, de liderar uma quadrilha que desviava dinheiro público no Tribunal. Irônicamente, cabe agora à Justiça dizer quem fala a verdade nessa história.

Em um texto com vários erros de português, a ex-chefe da divisão de precatórios do TJ dá o nome dos desembargadores Osvaldo Cruz, Rafael Godeiro e Judite Nunes como sendo os que sabiam
do esquema e dividiam a verba que deveria ser paga aos beneficiários dos precatórios. “Os desembargadores envolvidos citar nome: Oswaldo, Rafael e Judite Nunes”, escreveu.

Numa das páginas ela conta a forma dos pagamentos aos magistrados. “Osvaldo pagamento com cheque, Rafael pagamento com guias e Judite pagamento com guias”, citou.

Os três presidiram o Tribunal durante o tempo em que Ubarana dirigiu o setor de precatórios da instituição. Carla chefi ou a divisão de 2007 a janeiro de 2012, quando foi exonerada sob suspeita de  corrupção. Servidora efetiva do TJ, ela foi nomeada pelo desembargador e então presidente do Tribunal, Osvaldo Cruz, e mantida pelos sucessores Rafael Godeiro e Judite Nunes.

Hoje, a partir das 8h30, Carla Ubarana e o marido, o empresário George Leal, serão ouvidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal, José Armando Pontes. Essa é a primeira vez que o casal vai falar em juízo.

Semana passada, Carla fez um acordo com o Ministério Público se comprometendo a colaborar com as investigações desde que tivesse direito ao benefício da delação premiada.

A expectativa é para saber se ela irá reiterar todo o conteúdo presente nos manuscritos da prisão, além do que foi revelado aos promotores de justiça do Patrimônio Público. Desde que aceitou colaborar, Carla e George es ão em prisão domiciliar, na casa onde moram com os filhos, em Petrópolis.

Nos manuscritos, Carla Ubarana fala sobre a participação dos magistrados e comenta a divisão do dinheiro. Segundo ela, o ex-presidente do TJ, Osvaldo Cruz, assinava os cheques. “O presidente Osvaldo assinava o cheque, nós depositávamos em nossa conta, sacava e depois dividia. Os valores foram crescentes até porque chegou dinheiro de RPV (Requisição de Pequeno Valor) e muito dinheiro sem dono”, disse.

Em outro trecho, ela diz que o desembargador Rafael Godeiro não queria nem saber quem eram os beneficiados dos precatórios. “(o juiz) Luiz Alberto (Dantas) mandou voltar o processo no intuito de atrasar e Rafael Godeiro, ciente de como funcionava, recebia o dele em mãos após sacar em guias, todas assinadas por Rafael Godeiro e por (trecho ilegível).

Não queriam nem saber quem seria beneficiado, o que importava era o fim, como ao banco só interessava o beneficiário”, escreveu.

Sobre a desembargadora e atual presidente do TJ, Judite Nunes, a ex-chefe dos precatórios a acusa de omissão. “Houve omissão de Judite nas guias que ela mandava assinar em branco para ‘quando’ fosse necessário”, afi rma antes de chamar Judite de negligente. “Negligente quanto aos 12 processos do TRT.

Um ano se passou e ela nunca atendeu o presidente para lhe dar respostas ou tomar providências com relação aos (ilegível) do TRT”, disse.

Além da participação do trio de ex-presidentes, Ubarana também envolve parentes de outros desembargadores. Numa das páginas ela escreveu que ‘esposo da desembargadora Zeneide (Bezerra) solicita pagamento do mesmo precatório 2 x”, citou.

Em outra passagem do manuscrito, Ubarana também explicou o modus operandi da fraude. “O que fazíamos era comprar e vender. Em janeiro, eu sabia que o dinheiro do estado ia começar em junho, então, seguindo a ordem cronológica, por exemplo, o primeiro valia R$ 140 mil, oferecíamos por este, em janeiro, R$ 40 mil e em julho a planilha normal de 140. 100 seria o ganho líquido”, afirma.

No relato que fez enquanto passou 28 dias na ala feminina da penitenciária João Chaves, Carla Ubarana também revela, mesmo sem citar nomes, que juizes mandavam o mesmo precatório duas  e três vezes para pagar. Um advogado também cobrava duas vezes o mesmo (precatório) e confirmava que não tinha recebido.

Tensão na base lá e cá

Postado por | Imprensa Local | 29-03-2012

Da Tribuna do Norte

Os deputados Walter Alves e Nélter Queiroz fizeram pronunciamentos ontem na Assembleia Legislativa durante os quais pediram agilidade em algumas áreas da administração estadual.

- “Não sou subserviente ao governo, apesar de ser da sua base de apoio”, destacou Walter Alves, ao defender a contratação dos concursados da Polícia, que se encontravam nas galerias da Assembleia Legislativa para reclamar da demora na convocação.

- “A população está aflita. Está na hora da governadora agir. Estou fazendo uma crítica construtiva. Essa questão não é de hoje. Quem está pagando pela insegurança é o povo do Rio Grande do Norte”, disse o deputado a jornalistas, logo após a sessão.

Cobranças na base

Para o deputado Nélter Queiroz, “o governo está precisando de um choque térmico”.

Ele disse que a população necessita de ações urgentes nas áreas como segurança e saúde. “Não adianta mais ficar falando que recebeu o governo dessa ou daquela maneira. Tenho o meu limite e o tempo está esgotando”, afirmou.

TL COMENTA: Por coincidência ou não, a reação dos PMDBistas veio logo depois dois fatos isolados que atingiram diretamente os parlamentares. O deputado Nelter Queiroz lançou o filho candidato a Prefeitura de Jucurutu e contava com apoio imediato da governadora Democrata. Ainda não teve. Já o deputado Walter não deve ter ficado satisfeito com os desdobramentos na secretaria de turismo ocupada pelo afilhado  Ramzi Elali.

Restaurante não aceita “pendura” da Prefeitura

Postado por | Imprensa Local | 27-03-2012

Da Roda Viva no Novo Jornal

O cerimonial da Prefeitura de Natal enfrentou um problema sério, semana passada, fruto da crise financeira da municipalidade.

Havia programado um almoço para o ministro do TCU, Valmir Campelo – que visitava o Estado -, para o restaurante Abade, de Ponta Negra, que condicionou o serviço ao pagamento antecipado.

Em cima do laço o ágape foi transferido para o restaurante La Brasserie, que aceitou a pendura.

O homem dos 7 instrumentos

Postado por | Imprensa Local | 17-03-2012

De Cassiano Arruda para o Novo Jornal

Sexta-feira, 16 de Maio de 1969, sala do estado maior do Quartel General na ID/7 (Sétima Região Militar), em pleno reinado do AI-5, o general-comandante, Hilldebrando Duque Estrada, que havia acabado de prender o Prefeito de Natal, Agnelo Alves e o editor-chefe do jornal Tribunal do Norte, este locutor que vos fala, recebe o vice-prefeito de Natal, que havia mandado convocar:

- O senhor assume a Prefeitura!

- General, eu preferia também tirar licença, juntamente com o Prefeito com quem fui eleito…

- Se não assumir, o senhor também será preso!

Foi dessa forma que Ernani Alves da Silveira assumiu a Prefeitura de Natal. Além de companheiro de chapa, Ernani participava da administração como Presidente da Fenat, Fundação de Esportes de
Natal, encarregada da construção do estádio da cidade, o Machadão de saudosa memória.

Ernani que havia sido seminarista, influenciado pelo tio Monsenhor Honório, o “Santo de Macau”, foi estudar Direito, depois de se bervetar como aviador no Aéro Clube de Natal, onde conheceu sua
esposa, Darque, também pilota (uma extravagância, nos anos ´60).

Juntamente com o curso na jovem Faculdade de Direito, que funcionava na Praça Augusto Severo, na Ribeira, Ernani ocupou o cargo de Diretor de Marpas, empresa que trazia para Natal os primeiros carrinhos da Volkswagen, fabricados em São Bernardo do Campo. Além disso, o jovem acadêmico foi eleito Presidente do ABC Futebol Clube, então, só um time de futebol. Ernani o transformou em clube, construindo a sede (projeto do jovem arquiteto Moacyr Gomes) no antigo estádio Maria Lamas Farache (atual CCAB) e levou o futebol para as lonjuras de Morro Branco, que ele comprou com
a venda de parte da área do estádio, depois de construir a sede social.

Foi lá que o prefeito Djalma Maranhão foi buscá-lo para ser o seu principal Secretário, responsável pelas suas principais realizações, como a Estação Rodoviária (da Ribeira) e o Palácio dos Esportes.
Mesmo sem se identificar ideologicamente com Maranhão, o nome de Ernani era tido como imbatível para Prefeito em 1965.

Ai veio a chamada Revolução de 1964, e Ernani teve de começar tudo de novo. Foi ser executivo da empresa Nóbrega & Dantas, uma das maiores do Estado e responsável pela comercialização
de boa parte do algodão que  movimentava a economia norte-rio- grandense naquela época.

Passou incólume na primeira caça às bruxas do antigo regime, e mesmo afastado da política, era tido como candidato natural a Prefeito. O governador Aluízio Alves, além de afastar um concorrente forte, atraindo Ernani deu substância à candidatura do irmão, Agnelo, numa chapa única ao lado do Monsenhor Walfredo Gurgel para o Governo, explicitada no jingle que retratou melhor aquela campanha (“Vou barrar o fechador / vou barrar Pedro Chinelo / Com Walfredo e Clóvis Mota / Ernani e Agnelo”).

Da passagem de Ernani pela Prefeitura de Natal posso dar outro testemunho, foi quando ele transferiu a Prefeitura ao engenheiro Ubiratan Galvão, e lembrou-se que estava desempregado. Um cunhado intermediou um encontro com  o grupo João Santos, em Recife, Mas para chegar lá, ele não tinha um carro para viajar. Terminou fazendo a viagem num fusca de minha propriedade.

Ernaninão tinha atração pelos bens materiais, sem nunca ter  tido uma remuneração compatível com sua enorme capacidade de trabalho. Enquanto negociava com o grupo de cimento, foi convidado para trabalhar na Construtora Flor, onde ficou até a inevitável aposentadoria.

Ernani Silveira era um homem de múltiplas atividades, com uma agenda super lotada. Participou ativamente da Maçonaria, que lhe deu todo apoio quando foi paciente de uma das primeiras cirurgias de ponte de safena, em São Paulo. Além disso exerceu por anos seguidos a presidência do Conselho Deliberativo do ABC, atuando como uma espécie de poder moderador nas horas de crise.

E ainda assumiu o posto de regente do coral da Matriz de Bom Jesus das Dores, por anos seguidos.

A morte do filho único, Amon, e da mulher o deixou cada vez mais recluso, tento tido a ventura de contar com a devoção da filha, Mona, que o acompanhou até o  fim, na manhã deste sábado.

Ele estava há mais de um ano recluso, sem saúde para tocar os sete instrumentos que a vida lhe deu (sempre com muita competência e a marca da honestidade absoluta).

Mossoró: candidato do DEM sai em abril

Postado por | Imprensa Local | 17-03-2012

Do Jornal de Fato

O anúncio relacionado ao nome do grupo governista que encabeçará a chapa majoritária deverá ser feito em 20 dias. Foi o que afirmou ontem o deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), que acompanhou a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e a prefeita Fafá Rosado (DEM) na inauguração da praça na localidade rural de Jucuri.

Segundo o parlamentar, o processo de análise dos números, de pesquisas quantitativas e qualitativas está chegando ao final e, consequentemente, o nome será divulgado.

“Acredito que nos próximos dias teremos uma definição. No mais tardar, no começo de abril. Não marcando data, mas pelas conversas que tenho acompanhado em Brasília e em Natal, acredito que no mais tardar em 15 a 20 dias tenhamos o nome em definitivo. Não só o candidato a prefeito, mas o candidato ou candidata à Vice-Prefeitura”, afirmou.

 

Médico reagiu e matou bandido da farmácia

Postado por | Imprensa Local | 16-03-2012

Jalmir Oliveira para o Novo Jornal

UMA TENTATIVA DE assalto, no início  da tarde de ontem, acabou em morte na Avenida São José, bairro de Lagoa Nova. O médico aposentado Onofre Lopes Júnior, 75 anos, filho do fundador da Faculdade de Medicina da Rio Grande do Norte, reagiu ao roubo do seu veículo, em frente à farmácia Pague Menos, e matou Julianderson Marcelo da Silva Pereira, de 30 anos, com oito tiros.

Antes, o médico ficou sob a mira da arma do assaltante, que o obrigou a descer do carro e entregar a chave.

Segundo o delegado Ulisses de Souza, titular da 5º DP,  o médico e sua mulher, Sylvia Lopes, estavam saindo da farmácia quando foram surpreendidos com a ação do criminoso, portando um revólver calibre 38, que, ao bater no vidro da porta do motorista, anunciou o assalto. A intenção era levar um Ford Fusion, com placas MYV 7841, de São José de Mipibu.

Onofre Lopes Júnior atendeu às ameaças do bandido e sob tensão entregou as chaves e desceu do carro. Quando Julianderson tentava fazer a manobra de fuga, colocando a arma sobre o banco do passageiro, o médico sacou uma pistola calibre 380mm e disparou duas vezes, atingindo-o na nuca e no braço.

O assaltante ainda tentou fugir, correndo pela Avenida São José, mas foi alvejado outras seis vezes, morrendo a poucos metros do local do assalto. Ao verifi car que o bandido morrera, o
casal fugiu num táxi. Relatos de testemunhas indicam que o médico estava muito nervoso após ter sido exposto à arma do assaltante e reagido.

Segundo Ulisses de Souza, o bandido morto possuía uma extensa fi cha criminal. “Ele já havia praticado outros roubos a carros nesta mesma região”, disse. Também havia outro participante na tentativa de assalto de ontem. Os dois estavam numa moto, procurando possíveis vítimas de roubo.

O comparsa conseguiu fugir, após a morte do colega. A polícia não possui pistas do paradeiro, nem informações sobre a identificação do segundo assaltante.

A 5º DP abriu inquérito do caso e pretende, ainda hoje, convocar o médico aposentado para prestar depoimento. No entanto, o delegado titular não quis dar maiores detalhes sobre a investigação.

O médico que enfrentou ontem o assaltante que tentava levar seu carro é filho do fundador da Faculdade de Medicina do Rio Grande do Norte, Onofre Lopes da Silva.

Carlos Eduardo nega anúncio de secretariado

Postado por | Imprensa Local | 15-03-2012

O ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) voltou à página 2 da Tribuna do Norte desta quinta. Desta vez, não trata dos problemas da cidade e/ou soluções para capital potiguar.

Em tom de raiva e indignação, o pdtista desmente notícias fruto de uma pretensa declaração sua a 94 FM, anunciado seu secretariado. Segue o artigo.

Em entrevista a uma emissora de rádio da cidade, declarei com todas as letras que vários integrantes do meu Secretariado ao tempo que exerci o mandato de Prefeito de Natal honrariam qualquer cargo público, pois exerceram suas funções com extrema competência. E exemplifiquei o fato citando alguns nomes a título de ilustração. Isto bastou para ilações maldosas de um certo moço que se diz jornalista com o intuito de criar uma matéria na qual ele afirma que eu revelava os nomes de futuros secretários municipais, caso fosse eleito. Uma grosseira deturpação do que realmente foi ao ar. Uma ação de caso pensado.

Todos sabem que sempre me pautei pela ética e não cometeria tal soberba, incorrendo em erro pueril. Todos sabem que sou pré-candidato às eleições municipais deste ano. Todos sabem que, após mais de uma dezena de pesquisas de vários institutos, meu nome pontua a disputa com outros pré-candidatos com uma margem estabilizada de 40% das intenções de voto. Todos sabem que venho propondo uma aliança da oposição e que, justamente em função disso, não poderia desde já trazer no bolso do colete um Secretariado pronto e acabado. Todos sabem, menos aquele infeliz escrevinhador, que parece a serviço de outras candidaturas e tenta ressuscitar a retrógrada e malfadada imprensa marrom. O jovem escriba presta um enorme desserviço à verdade dos fatos e à mídia. É tosco e leviano. Como conivente é a direção do jornal que dá guarida às suas patuscadas. A ambos falta ética.

Inidônea e mesquinha, a reportagem traz as cores claras de matéria orquestrada posta a serviço de alguns senhores da política local, com o covarde e pusilânime propósito de desgastar minha legítima postulação ao cargo de Prefeito de Natal. Por isso mesmo, jamais permitirei que ponham em minha boca palavras que nunca proferi. Reafirmo meu orgulho e satisfação de ter contado com auxiliares de tão elevado gabarito. A eles, o meu respeito. Porém, diante da falácia, da mentira, da deturpação maquiavélica, fica aqui o meu mais veemente repúdio àquela matéria falsa, enganosa e traiçoeira. Afinal, essa encenação mambembe não é nem arremedo de jornalismo. É pura molecagem, para dizer o mínimo.

Formar um governo no atual estágio em que vive Natal é tarefa de alta escala e complexidade. É tarefa séria que demanda muita reflexão. O futuro Prefeito da cidade terá diante de si um dos mais graves desafios, porque é tempo de restituir aos cidadãos e àqueles que nos visitam uma cidade que foi completamente abandonada pela incúria de uns poucos tantos que dela não quiseram ou não souberam servir. Apenas serviram-se. Sei bem que, pior que os danos visíveis, é preciso resgatar o ânimo, a auto-estima do natalense. E isso se faz com muito trabalho, com perseverança e o precioso auxílio de uma equipe capaz e compromissada com os interesses da cidade. Por tudo isso, não serão episódios nefandos e nefastos como esse que me desviarão o rumo.

Mudança de uniforme

Postado por | Imprensa Local | 14-03-2012

Da Roda Viva

Jorge Abafador teve de mudar o uniforme para ser julgado.

O réu chegou ao Tribunal do Júri envergando uma camiseta do ABC. A  juíza Eliana Alves Marinho, determinou a troca de uniforme.

De camisa social branca, Jorge Abafador ouviu a acusação do promotor Augusto Azevedo que privou-se do constrangimento de ficar contra de alguma maneira – ao seu ABC  Futebol Clube.

Prefeitura passa pro-transporte para Governo

Postado por | Imprensa Local | 13-03-2012

Deu no Novo Jornal

O GOVERNO DO Estado é o novo executor do Programa Pró-Transporte, conjunto de obras de infraestrutura de transporte coletivo urbano na Zona Norte de Natal.

Depois de contratar um empréstimo de R$ 45 milhões com o Ministério das Cidades, através da Caixa Econômica Federal, o governo agora, além de licitar, também vai executar e fiscalizar o andamento das obras, paralisadas há cinco anos. A decisão veio ontem pela manhã, após uma reunião entre a governadora Rosalba Ciarlini e a prefeita Micarla de Sousa.

Segundo a secretária estadual de Infraestrutura, Kátia Pinto, as obras devem durar 18 meses e a ordem de serviço deve ser publicada na segunda quinzena de abril, após a análise do projeto do governo e consulta ao Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinap) pela Caixa Econômica Federal.

O convênio da prefeitura (que não teve condições de arcar com as contrapartidas do projeto) com a Caixa expirou no dia 31 de dezembro.

“Mesmo com o convênio tendo expirado, o governo precisava da anuência da prefeitura para a execução das obras, até porque serão feitas intervenções em vias municipais”, explicou a secretária. Como passaram  mais de cinco anos sem obras, somente os reajustes dos serviços de engenharia foram ajustados em R$ 17 milhões.

No mesmo encontro, a prefeita apresentou à governadora o projeto “Nova Zona Norte”, onde o município irá investir, com recursos próprios, em interferências nas avenidas Rio Doce, Fronteiras e Tocantínea. No caso, serão feitos a sinalização, recapeamento, meio–fio, iluminação e construção de abrigos de passageiros. A avenida das Fronteiras será duplicada a partir da confluência com a avenida Paulistana.

Paulo Davim nega fantasmas

Postado por | Imprensa Local | 12-03-2012

Da Tribuna Online

Senador na vaga aberta devido à nomeação de Gabialdi Filho (PMDB) para o Ministério da Previdência, Paulo Davim (PV) explicou que as contratações “são absolutamente pertinentes e necessárias”.

Para a contratação da médica por seu gabinete, Davim explica que “80% dos seus pronunciamentos no Senado Federal, além de proposições de projetos de Lei, versam sobre a temática da saúde”, o que faz necessária a consultoria da médica. Sobre a permanência do advogado, ele explicou que o profissional presta assessoria na parte legal das proposições parlamentares.

“Todas nossas medidas estão abrigadas pela Lei. A Constituição diz que o profissional médico pode trabalhar até 60 horas em até dois vínculos públicos. Carla Karini é uma profissional autônoma, não tem vínculo público e, portanto obedece a todos os pré-requisitos legais para o assessoramento parlamentar, pela total disponibilidade e competência”, disse Davim.

Sobre a contratação do advogado, Davim também disse que está amparado pela lei. Segundo o senador, o advogado João Henrique Oliveira Sales, lotado no escritório em Natal, faz MBA em Finanças e Administração Pública na Paraíba, mas apenas dois dias por semana.

“A iniciativa de aperfeiçoamento técnico em sua área de atuação também é uma prática absolutamente amparada pela Lei, que permite ao servidor a busca por esse tipo de aprimoramento”.

Gilson Moura e as forças poderosas

Postado por | Imprensa Local | 09-03-2012

Do deputado estadual Gilson Moura (PV) ao Novo Jornal sobre o depósito de R$ 30 mil  em sua conta bancária, na época em que se licenciou da AL:

- Foi um empréstimo, uma movimentação para ajudar um parente, não teve nada de ilegal nisso. Não vejo crime nenhum em ajudar um familiar.”

E sobre a disputa à Prefeitura de Paranamirim, tudo como dantes; candidato apesar dos pesares:

- Eu luto contra forças poderosas que não me querem como prefeito de Parnamirim.

Oligarquia & oligarquias…

Postado por | Imprensa Local | 07-03-2012

Da Roda Viva no Novo Jornal

Diante de tantas reações, cumpre-nos reproduzir o que está lá no Aurélio:

“Oligarquia 1. Governo de poucas pessoas pertencentes ao mesmo partido, classe ou família. 2. Preponderância duma facção ou de um grupo na direção  de negócios públicos”.

* Como se vê, oligarquia não é  só familiar.

A moda do detox

Postado por | Imprensa Local | 05-03-2012

De Vicente Serejo para o JH

A moda entre as jovens madames do jet é desintoxicar depois de um verão de champanhe e vinho sob o sol abrasador.

É hora de aproveitar as primeiras chuvas para limpar a carne, mas sem inibir os desejos.

DO TL: Além da dieta, professor,  é moda também postar as fotos dos pratos “desintoxicantes” no Instragam – programa de fotos exclusivo do Iphone. No final de semana, os rótulos de vinhos famosos voltam ao front dos aparelhinhos.

“Se eu for candidato, será de cabeça erguida”

Postado por | Imprensa Local | 03-03-2012

Do Novo Jornal

A condenação (de Márcio Godeiro e Berta Magalhães) foi recebida por Luiz Almir como se ele próprio tivesse sido o réu. O ex-deputado declarou que o fato não vai interferir numa possível candidatura dele à Câmara Municipal deste ano. “Não tenho porque me envergonhar, tudo não passa de um equívoco. Se eu for (candidatar-se) é de cabeça erguida”, afirmou Luiz Almir. Ele disse que recebia com tristeza a sentença sobre a condenação de sua esposa e do seu ex-chefe de gabinete. Para ele houve uma má interpretação dos fatos uma vez que sua esposa e seu ex-auxiliar são pessoas íntegras e não agiriam como foi interpretado pela justiça. “Pode ter havido o atraso na prestação de contas, mas desvio de dinheiro não. Toda Natal e a Zona Norte conhece o meu trabalho e sabe da minha integridade”, enfatizou.

Ele argumenta que tendo sido vereador por dois mandatos (1996-2000/2000-2002) e eleito deputado estadual em 2002 e em 2006, além de trabalhar diariamente em TV e rádio com programas populares onde prega a dignidade, jamais permitiria que atos ilícitos como os que condenaram sua esposa e seu sucessor na Serig ocorressem, principalmente para beneficiá-lo. Também relata que o convênio em questão foi o único firmado entre a Fundação, criada por ele, e o Estado. “Foi o único convênio e foi utilizado no serviço da ambulância, nos cursos, no atendimento médico e em tudo o que a gente oferecia na fundação, mas ainda não foi suficiente porque era o equivalente a apenas 10% de tudo o que a gente gastava com a entidade”, explicou.

O advogado Erick Pereira já está tratando o caso e entrará com recurso contra a decisão. “Sendo ou não candidato, é preciso agir com dignidade e é o que faço. Estamos a inteira disposição para esclarecer todos os fatos e o dr. Erick Pereira já está tomando as providências”, finalizou.

Os condenados poderão recorrer da decisão em liberdade, mas se a sentença for mantida eles deverão ficar presos durante a noite e sair pela manhã para trabalho e atividades externas, retornando no final da tarde.

Contradição na folia

Postado por | Imprensa Local | 01-03-2012

Do Novo Jornal

Na fase final dos depoimentos do Foliaduto, a defesa do ex-chefe da Casa Civil Carlos Faria trouxe contradições em relação do de Ítalo Gurgel, também ex-auxiliar do Governo Wilma de Faria.

Ele confessou estar cansado do processo. “Minha vida está prejudicada. Sou um profissional liberal e isso (o processo criminal) atrapalha o meu dia a dia”.

Carlos também se queixava de hipoglicemia – diminuição do nível de glicose no sangue – que já o incomodava, devido ao atraso no seu depoimento. “Eu tenho que me alimentar a cada duas horas. E não posso sair daqui enquanto não for chamado para depor”, explicava.Ainda segundo ele, a evidência dada pela imprensa ao caso tinha, certamente, um forte conotação política.

- “Não me tratam como um médico cardiologista, o que realmente sou, mas como o irmão da ex-governadora Wilma de Faria”, reclamou.

O depoimento do ex-chefe do gabinete civil foi iniciado apenas às 14h. Ele falou por pouco mais de uma hora e negou, enfaticamente, a participação no esquema do Foliaduto.

A justificativa era a de que, apesar de ter a função de autorizar a abertura de processos de licitação, ele não tinha qualquer relação com o movimento dos processos de contratação de grupos musicais.

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