Da Coluna Roda Viva - Cassiano Arruda
Já houve um tempo, e não faz tanto tempo assim, em que dizer que uma coisa – ou pessoa – estava ultrapassada no tempo era ser “de doze”. Uma moda do ano de 1912.
Hoje, ser “de Doze” é ser moderno. E o ano de 2012 começa sob os melhores auspícios para o Brasil, no meio de um mundo em crise:
1 – Em matéria de crescimento do PIB (conjunto de todas as riquezas nacionais) a previsão pessimista é de 3,10%, havendo quem estime esse índice de crescimento em 4,2%;
2 – Na outra ponta, a previsão da taxa de desemprego (que está em 20% em alguns países do Primeiro Mundo) ficará em 6,7% segundo previsão dos pessimistas, ou 5,8% (quase o pleno emprego) segundo os otimistas;
3 – A expectativa de previsão vária na faixa de 5,2% (para os otimistas) ou 6% (otimistas);
4 – O Dólar, sendo os especialistas, deverá terminar o ano entre R$ 1,60 ou – no máximo – R$ 1,80, com indicação de total estabilidade da nossa moeda em relação à mais valorizada.
Como essas previsões foram feitas por bancos, eles preferiram passar ao largo desse tema, sabendo-se que as expectativas são inferiores aos 11% atuais. Isso, se a qualidade de vida de um povo pudesse ser definida, apenas, em números. Mas a perspectiva de estabilidade na economia é uma excelente base para que uma sociedade possa se programar e buscar um índice de felicidade. Desde o Plano Cruzado, o brasileiro aprendeu que sem haver equilíbrio econômico, qualquer outro objetivo se torna inatingível.
Trazendo esse quadro para o nosso Rio Grande do Norte faltam informações capazes de apresentar projeções confiáveis. Mas, em nível de Governo do Estado, é fácil encontrar argumentos para mostrar que o ano de 2012 será muito menos difícil do que foi 2011.
Valendo lembrar que, no ano passado, além de inúmeros compromissos represados, sobretudo com o funcionalismo, ainda houve um agravante: a receita do mês de janeiro foi seriamente comprometida porque alguns dos maiores contribuintes de imposto, anteciparam o pagamento, em razão de um esforço desenvolvido nos últimos dias envolvendo vários setores.
Se existem frustrações de expectativas – e existem – estas se concentram em duas vertentes: 1 – Piora (ou, no máximo manutenção) da qualidade dos diferentes serviços oferecidos ao cidadão; 2 – Estabelecimento de um clima de confronto com o funcionalismo.
Com a capacidade de geração de notícia, notícia negativa, nesses dois assuntos, o governo teve enorme dificuldade de gerar mídia positiva, inclusive para a Copa do Mundo, que parecia perdida (nada de concreto havia sido feito e os projetos nem tinham sido pagos) e houve reversão nesta expectativa. O início de um novo ano.
É a hora de se dar uma olhada no retrovisor para se descortinar as novas perspectivas.