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“Cala a boca Gavão foi um barato”
Postado por | Imprensa Nacional | 15-08-2010 as 21:35
De Galvão Bueno em entrevista a Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo
COPA DA ÁFRICA
Transmitir jogos da seleção brasileira, na minha profissão, é um êxtase. Mas talvez esta tenha sido a única das minhas dez Copas em que não tive nenhum prazer [nas partidas]. Você sentia que os jogadores não jogavam com gosto, eles jogavam com raiva, mais para dar respostas do que pelo prazer de jogar. Isso não é o futebol brasileiro. O processo foi tão doloroso, tão triste, uma coisa tão exagerada, tão radical.
CALA A BOCA GALVÃO
Foi um barato, uma grande gozação. E virei papagaio! O Ayrton Senna me chamava de papagaio e agora virei oficialmente. [Aponta o céu] Ele deve estar morrendo de rir. Mas eu tomei um susto, é claro. Começou quando eu e a Fátima apresentávamos o show de abertura da Copa.
Pensei: e agora? Vamos divulgar nota oficial? Mas não sou político. Não cometi crime. Aí surgiu a ideia de falar no [programa] “Central da Copa”, com o Tiago Leifert. Ele é brincalhão. Me vejo nele. Eu era folgado e abusado na idade dele. E assumi a brincadeira. O que poderia ter sido ruim virou um grande barato. Teve também aquele maluco que fez o vídeo dizendo que Cala a Boca Galvão queria dizer “Save the Birds”. Sensacional. Virou um troço mundial mesmo. Até propus à Globo que fizéssemos uma campanha séria [em defesa de pássaros em extinção]. Eu virei cult.






Só Galvão não entendeu ou quer ” mudar” a ideia da campanha. Ele usa a força da globo pra dizer que foi uma brincadeira. “Cala boca Galvão”.
Os teleespectadores da Globo merecem Galvão Bueno, Faustão, o BBB e outras porcarias.
Geraldo Batista.