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Argumentos reais
Postado por | Justiça | 23-02-2010 as 12:20
Enquanto a visita do CNJ ao Judiciário do Rio Grande do Norte poderia ficar no campo da retórica: falta de estrutura X morosidade da prestação jurisdicional, o presidente da Associação dos Magistrados do RN, Madson Ottoni resolveu sair do lugar comum.
Como? Com trabalho e talento. Ottoni apresentou ontem uma pesquisa feita pela própria AMARN, mostrando as condições de trabalho da magistratura potiguar, durante os dias 14 de setembro a 17 de outubro de 2009.
Segundo a pesquisa, por exemplo, 46,5% dos juízes cumularam suas funções nos últimos doze meses em outras varas ou comarcas.
Sobre itens de segurança, mais de 80% das unidades judiciárias não dispõem de detector de metais, câmeras de monitoramento ou alarmes contra roubo.
A falta de defensor público é outro entrave. 76,8% das unidades judiciárias não contam com defensor público.
O Ministro Corregedor Gilson Dipp elogiou a atitude do juiz local. O que classificou de objetiva, fundamentada, “pronta para produzir efetividade nas ações do CNJ.”






Laurita,
Drº Madson está entre os Magistrados mais capacitados do nosso estado. Ele na qualidade de Presidente da AMARN está realizando uma grande administração. Uma administração independente do TJRN, sem a preocupação de agradar aos que estão no topo do Poder.
Que sirva de exemplo para todos os Magistrados do RN a forma como Drº Madson se porta como Magistrado, ele é cortez no trato com as partes e advogados; é célere e justo ao julgar os feitos sob a sua competência, e não sofre do mal que assola muitos dos magistrados aqui do estado “Juizite Aguda”, este é um mal que traz as piores consequências aos que precisam se socorrer da tão propalada Justiça. Aproveitemos o CNJ por aqui para ver se passamos a contar com um Judiciário mais célere e acessível em todos os seus termos.
TODOS OS DIAS ESCUTO O COMENTARIO DE SEU PAI, CASSIANO HOJE DIZ QUE O FOLIODUTO É A PROVA DO ENTRAVE ….
VERDADE
Madson Ottoni é um ahomem sério, e não fica falando “eu acho”. Vai aos fatos concretos com responsabilidade. Ele acredita na justiça, por isto investe suas ações de conteúdos fundamentados, com visibilidade a uma resolutividade dos problemas.
Acredito que o Judiciário,assim como o Legislativo e o
Executivo,tenha seus problemas de infraestrutura por
falta de investimentos que comprometem o seu bom
funcionamento.Entretanto,a grande diferença,é que
nos dois primeiros os salários e benefices(recessos,li-
çenças,verbas de representação,etc…)levam a uma
certa “compensação” pelas frustações,ainda com a re-
galia de legislarem sobre seus proventos e vantagens.
Enquanto que para o ultimo sobram as mesmas frusta-
ções acrescidas dos salarios aviltantes e sem nehuma
perspectiva palpável.
Em tempo.Acabei de ler G1 que a CNJ aposentou 10 jui-
zes em M.T. por desvio de dinheiro.Li varias vezes para
ter certeza.APOSENTOU.
Não existe evidência maior de atraso social ou falta de cidadania do que ficar elogiando servidor público por está cumprindo o seu dever. O juiz Madson é um funcionário público e não fez nada mais do que expor alguns problemas de sua pasta, portanto cumpre a sua obrigação. Ocorre que não é apenas isto que o Ministro Dipp fareja, na verdade, além dos problemas do Poder Judiciário no atendimento ao público ele busca indícios de venda de sentenças, nepotismo, advocacia administrativa e outros ilícitos que têm sido veiculados na mídia suportados até por denuncias da Polícia Federal e que denigrem a imagem da classe. Se o juiz reclama de falta de recursos em sua área, precisa visitar um hospital ou uma delegacia que ao sair de lá vai achar que seu local de trabalho é um paraíso. Aliás, a falta de melhor estrutura alegada pelo citado juiz se trata apenas de uma questão passageira, pois o Judiciário tem sua própria dotação orçamentária para solucioná-la, agora se está sendo bem administrada eu não sei.
Paulo Roberto, infelizmente a sua notícia procede. Agora vejam, se 10 magistrados desviam R$ 1,4 milhão e recebem como “punição” uma polpuda aposentadoria, trata-se de um verdadeiro insulto ao contribuinte. Dá até para imaginar a seguinte cena, algum magistrado barrigudo falando para seus pares: “Estou avisando, se vocês praticarem atos ilícitos serão severamente punidos, eu aposento todo mundo”! Seria cômico se não fosse trágico, quando vivemos em um país onde trabalhadores muitos deles até mutilados são recusados pela junta médica do INSS ao pleitearem uma miserável aposentadoria. Finalmente, a pergunta que não quer calar: diante de uma perspectiva de ser “castigado digo premiado” dessa maneira, qual o magistrado que tem incentivos para agir dentro da ética?