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A mulher e suas circunstâncias
Postado por | Opinião de TL | 08-03-2010 as 12:16
Meus quatro ou cinco leitores de outrora sabem minha opinião sobre o dia internacional da mulher. Não tenho muita paciência para a data. Chover no molhado, vale a pena ver de novo, preguiça até.
Na última sexta-feira, o colega Robson Carvalho me convidou para participar de seu programa na 98 FM. Sobre? Dia da Mulher. Eu cá com meus botões, o que vou fazer lá? Aceitei pela gentileza do convite e pelo respeito que tenho aos profissionais daquela Casa.
Já tenho o que dizer mais tarde. A mulher ainda tem muito a caminhar neste Rio Grande do Norte. Quando a Governadora do Estado, mulher guerreira e pioneira em várias lutas faz um discurso, abordando questões pessoais de uma adversária política é porque o preconceito está vivo e latente por estas bandas. Pior, ainda reina entre as próprias mulheres.
Logo Wilma, que mesmo iniciando a vida pública “atrás” da forte figura do então marido, Governador Lavoisier Maia mostrou que poderia ir mais além. Como mulher e como política.
Para citar (adaptado) Ortega y Gasset, de quem conheço muito pouco, a mulher e suas circunstâncias. Agora, a Governadora utiliza-se da mesma arma que sempre a fez ressentir dos adversários; o preconceito.
Ao acusar – indiretamente – a Senadora Rosalba Ciarlini de ser comandada por alguém por trás mostrou que seu discurso ao longo dos anos apresenta fissuras. Que silogismo é esse; é casada, logo comandada?
O fato me fez lembrar um exemplo próximo que carrego com orgulho – Jonita Torres Arruda Câmara, minha avó. Mãe, mulher, política, casada e não comandada. Tanto que num momento crucial de sua vida pública( e privada) teve que optar numa acirrada campanha eleitoral à Prefeitura de Nova Cruz(1948); dois candidatos, o pai Totô Jacintho e o marido, Lauro Arruda Câmara.
Ajudou a eleger o segundo. Que eu saiba, nunca foi criticada de ser comandada. Década de 40, o discernimento,independente de sexo, preponderava. Em seguida, foi eleita e administrou, honrando o mandato conquistado. Mulher, e daí? Sem questionamentos sobre isso.. Involuímos? Talvez.
Quem mandava, de fato, era ela. Com amor e verdade, o que, aliás, não deve/pode faltar a ninguém; homens e mulheres. Hoje e sempre.






Valeu Laura, tenha orgulho porque sua vó Joanita foi tudo isto, tanto com comerciante, fazendeira e politica ela tinha o espaço dela, decidia, combinava e divergia quando era preciso.
Esta foi uma maneira justa e simpatica que voce homenageou a grande figura de Joanita e eu agradeço e lhe parabenizo
Um beijo da tia
Pensamos muito parecido sobre o assunto. É aqui mesmo que assino embaixo do que você escreveu?
Esperando para ouvir o que você dirá a mais na rádio.
Esse seu depoimento fez-me imediatamente pensar em uma senhorinha maravilhosa que conheci. Dona Firmina Brito. Caicoense e mãe. Exemplo de doçura, de conciliamento e de inteligencia. A forma como ela comandava a família era “uma sinfonia”…. Nunca comandada! Essa senhora exemplar faleceu não faz nem uma semana, aos 95 anos! Mulher…mãe….matriarca. Concordo com você, Laurita! Involuímos?
Texto ótimo, Laurita. Parabéns e mais ainda, pelo nosso dia; seja 8 de março, seja, seja, seja…qualquer abril. Beijo imenso!
Sua vó foi uma criatura iluminada, não foi atoa que as pessoas a chamavam de “mãe gorda” , tive o previlegio de conviver com ela, a maior Aluizista do agreste
Viva o mulheril!Parabens a tôdas não só pelo seu dia e
sim pelo seu dia a dia,participando cada vez mais,no fu-
turo dêste país.
Parabéns Laurita! vc escreve muito bem. Sobre o preconceito da Sra. Governadora, realmete é de admirar!!! Ela (a goverandora) e todos de Mossoró sabem que Rosalba não é comandada, ao contrário quem elege e se elege é ela, sempre foi, com trabalho, luta, simpatia, uma verdadeira guerreira. São mulheres assim que nos fazem sentir orgulho de ser mulher.
Belo texto, Laurita! Como observador da cena política e sempre calado aqui pelo TL, desta feita, não posso deixar de comentar e dizer que – apartadas as questões partidárias – o comentário da governadora não foi feliz. Traz em si um conteúdo frágil e aquém do significado do dia 08 de março. Quem sabe até aquém de uma mulher perspicaz e inteligente como Wilma de Faria. Você captou o real sentido do recado, muito além das palavras que foram ditas. Parabéns!
Frase de para-choque de caminhão:
“Ainda bem que Deus fez a mulher da costela, se tivesse optado pelo filé mignon, só o rico é que comia”.
Voce se igualou a nossa Gove …pisou na bola na sua hoemnagem a mulher….que feio rapaz …vc tem mãe, irmã, vó?
BELO TEXTO LAURITA,DOA A QUEM DOER.SOU SEU FIEL LEITOR,MAS PRIMEIRA VEZ QUE COMENTO ALGUMA REPORTAGEM.MUITO SINCERO SEU DEPOIMENTO. ENQUANTO AS DECLARAÇÕES DA PROFESSORA WILMA SÓ NOS RESTA A LAMENTAR.PIONEIRA SIM PRECONCEITUOSA É DEMAIS. ABRAÇOS E PARABÉNS PELO OTIMO TRABALHO.
Devo lembrar que esse comentário infeliz da governadora Wilma é reincidente. Em janeiro, ela falou algo muito semelhante. Então, já não se trata mais de mero deslize, mas de algo calculado, meio desesperado acho, no entanto engendrado em alguma cabeça má.
Queerida Laurita:
Você só errou no número de leitores, nos mais acertou em cheio.
Ontem, eu mandei um comentário para o Blog de Rosa Pena, poetisa, cronista e ecritora do Rio, minha amigo do peito de uma criatividade invejável. Dizia eu que a mulher não deveria ter um dia porque merece ser homenageada todos os dias pelas suas inúmeras funções de mãe, administradora, economista, enfermeira,
companheira e amante. E não é só a minha que é assim.
Gealdo Batista.
Segundo Thaisa Galvão,o marido de Rosalba é o MMM.marido,mentor e marqueteiro.
Estão falando muito na sua Avó. Só um detalhe, D. Joanita não era dominada, muito menos monitorada politicamente nem administrativamente pelo seu avô.Ela não era uma manicaca às avessas Na politica a voz do seu avô Lauro sempre era a penultima. Ela tinha o perfil politico dito pela Governadora Wilma Faria, que está gerando muitos comentários e botada de carapuça em determinadas cabeças.
Laurita , você tem se destacado como blogueira, textos ótimos, informações reais. A Governadora Vilma que tanto fala em preconceito em relação a mulher perdeu o equilibrio e se tornou preconceituosa, passou a agredir a Senadora Rosalba, se sentindo ameaçada diante as eleições que se aproximam, pois chegou a hora D.Vilma, quero vê sem o poder a Sra. ganhar a eleição, e o seu candidato a governador ser eleito. A prepotência tem hora e dia marcado para acabar, é 2 de abril. Depois desse dia, a Sra, se torna dependente de Iberê, e ai cadê a força da mulher guerreira? e os escândalos? enquanto estiver no poder a Sra. pensa que manda em tudo, depois………………….sera mandada.
Cara Laurita,
Parabéns pelo texto primoroso. Abordou todos os pontos relevantes da discussão. Afinal, não foi qualquer pessoa que fez o lastimável e preconceituoso comentário, mas, como você bem colocou, uma pioneira, uma “guerreira”, uma vencedora, aquela que brada com orgulho ser “a primeira mulher a nos governar.
Não gosto da forma agressiva de fazer política da senhora Wilma, mas tenho de reconhecer que ela quebrou tabus na política do RN. Ao fazer o infeliz comentário (segunda vez), a governadora fez cair a máscara e se mostra diferente da imagem que há 30 anos cultua. Ao invés de ser uma mulher engajada na luta contra preconceitos, demonstrou ser, no íntimo, preconceituosa.
Ao escrever essas linhas, lembrei dos célebres dizeres de Abraham Lincoln: “Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente”. Infelizmente, a sentença parece definir bem a trajetória de Wilma de Faria.
Luiz Lopes pelo amor de DEUS o perfil de Joanita era outro, bem diferente da governadora Wilma, ela tinha um idolo ALUIZIO ALVES e nós sabemos que o idolo de d Wilma é ela mesma.
Daí começam as diferenças, vamos apenas ser corretos com a imagem de quem foi uma grande e bondosa mulher
Com certeza a Rosinha não conheceu D. Joanita. Ela foi uma mulher com posicionamentos e decisões proprias, sem influencias de ninguem. Ela não tinha nenhum MMM
Laurita, parabéns pelo texto. Realmente dona Joanita era uma mulher de fibra, e o RN deve uma gande homenagem a ela. Há um outro caso protagonizado por sua avó – e que gostaria que voce relatasse – é o que diz respeito àquela lei que obrigava se votar nos candidatos do mesmo partido, e ela, em obediência à legislação, não votou no próprio filho, Leonardo, então candidatoa Deputado Estadual. Me parece que foi isto, SMJ.