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Selfie da Páscoa

espelho-meu

Em tempos de selfies, falemos um pouco de Páscoa para também falar de selfies, de nossas vidas e por que não; ressureição.

Quem navega pelas redes sociais, sabe muito bem do que estou falando.  Aquelas fotos de si mesma fazendo biquinho ou mostrando o “look do dia” em frente ao espelho.

É a febre da auto promoção que invadiu o planeta e as melhores famílias. Uma coluna social do próprio diário, que um dia já teve cadeado.

Hoje é dia de festa, confraternização da família com direito a almoço e ovo de Páscoa na sobremesa. Mesmo que 8% mais caro que o ano passado. Sem falar no tomate. Ah, o tomate!

Mas fato é que hoje também é dia de selfies. E de Deus. Mais do que sempre, o dia Dele.

Estudei em colégio católico e desde cedo adorava participar das encenações religiosas. O coral não foi possível, já que a querida tia Glênia me convidou a sair do grupo cantante. Com toda razão, é claro.

Hoje, em tempos de selfies, a fofa professora estaria enquadrada no rigor do bullying. E eu também por lembrar aqui seu peso um tanto acima do recomendável.

Das encenações e estudos com as irmãs Salesianas, as melhores recordações do sentido cristão desta data.

- Depois da Quaresma é tempo de ressurgirmos também. De sermos melhores do que ontem. De deixar no passado o que não nos faz bem, o que não faz bem ao próximo.

Pois então, em tempos de selfies, trago dois desafios para esta conversa de domingo.

Que a ressureição do Senhor traga mais fotos do que está ao nosso redor e muitas vezes não conseguimos enxergar. Que traga mais amor a este próximo mais próximo.

E os selfies?

Que eles sejam mais de nossas almas. Um raio X da nossa essência. Com divã aos corajosos ou uma olhadinha mais profunda no espelho aos amantes da superfície.. Sem foto, se possível for.

Um olhar pra dentro e pensar que ainda dá tempo de fazer um ano diferente. Só passou o Carnaval e a Semana Santa, afinal.

Amanhã, quem sabe, o dia D para retomar a academia, a dieta prometida, o livro interrompido, a amizade arquivada, o amor não perdoado.

Que o melhor selfie da segunda-feira não seja de preguiça em busca da motivação das redes sociais, mas um autoretrato da verdade. E que ela seja melhor que os reflexos de ontem.

 


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O melhor do RN é…

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O potiguar, sem dúvida. Com licença Câmara Cascudo imortalizado por sua célebre frase “O melhor do Brasil é o brasileiro”.

Faz tempo que quero escrever sobre isso. Esta semana, saí da inércia com um bate papo – despretensioso -  de whatsapp.

E como a gente tem grupo, não? O que me refiro é um dos mais novos que entrei. O das mães do do 6 AV, a turma da escola do meu filho mais velho.

Lá, o  vínculo de mulheres que querem compartilhar o cotidiano dos filhos pré-adolescentes. Datas de resultados de prova, entrosamento aluno/professor, disciplina.

Essas coisas demasiadamente humanas, que deixam as mães demasiadamente aflitas com as novidades que rondam os filhos recém-saídos das fraldas. Fraldas? Menos, mãe!

Mas voltando ao assunto da nossa conversa de domingo. O grupo formado por três ou quatro conhecidas é também composto por outras três ou quatro, que adotaram Natal por amor.

Na apresentação a declaração:

- Oi, eu sou Márcia e estou morando em Natal há pouco tempo. Quando meu marido foi transferido e a terra do sol apareceu como opção, não tivemos dúvidas. Foi nossa escolha. E não estávamos errados. Como essa terra é acolhedora, tal e tal.

E eu?

Fiquei encantada e “amiga de infância” da colega mãe naquele momento.

Como ela pode ter falado tudo o que eu penso sobre minha terra, que agora passa a ser dela também?

Em seguida, as outras mães estrangeiras também declaram amor ao Rio Grande do Norte. Mais. Ao povo potiguar.

Um sentimento tão deles e tão meu ao mesmo tempo.

Nasci aqui, estudei a vida inteira aqui, tive oportunidades de sair por N motivos e situações, mas nunca e em tempo algum isso passou pela cabeça.

As pessoas costumam perguntar por quê. São geralmente as mesmas que adoram salpicar aquelas frases nos corredores do Midway Mall:

- “Natal é muito provinciana ainda” + “Todos querem saber a vida de todo mundo ” + “Sinto falta de mais opções culturais” + “Não tem onde morar, mas o carro…”.

E eu?

Eu adoro essa terra. Talvez por ser provinciana e adorar chegar na padaria que frequento desde comecei a gostar de pão.

Talvez por adorar estacionar o carro  e o pastorador da esquina perguntar por meus irmãos, pais, filhos, gato, cachorro e papagaio. E se melhorei da última gripe que me acometeu.

E eu?

Gosto muito de receber os filhos de meus filhos em casa e perguntar onde os pais estudaram, os avós, os bisavós e aí? Terminamos parentes ou bem próximo disso.

E ao lembrar do primeiro dia que andei na escada rolante das Lojas Brasileiras, na Cidade Alta, pra hoje.. já vai uma vida . Pior. Já vai uma Natal menos provinciana que deixou de existir.

Hoje temos dois Mc Donald’s, várias salas de cinema de ponta, restaurantes e pizzarias do mundo civilizado.

A das antigas  era da Casa da Maçã, Gramil e Cinema Nordeste para assistir apenasmente Os Trapalhões nas férias. Como era bom!  O ponto alto de todo um mês. Tão esperado.

Ah, província que não sai de mim. Graças a Deus.

Hoje, quando vocês estiverem lendo estas mal traçadas provavelmente estarei na China. Terra mais populosa do globo, onde de fora parecem tão iguais.

E lá, certamente, vou levando meu RN na cabeça e no coração. Procurando semelhanças, e claro, inúmeras diferenças.

Um povo sábio e paciente. Quem sabe isso se ensine e eu também possa aprender.

O nosso calor humano e acolhida, evidente que não. Ninguém toma. Ninguém consegue copiar!


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Máquina pra quê?

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Não tenho números de pesquisa para afirmar se a novela das sete da Globo “Além do Horizonte”  é um sucesso de público. De crítica, certamente não é.

Uma história pouco verossímil com o núcleo principal envolvido com uma experiência revolucionária na Amazônia; a máquina.

Que máquina é essa? A da felicidade. Ao ser inserido na tal invenção as pessoas saem de lá sorridentes e ausentes do stress e preocupações do dia a dia.

Ou seja, um sonho de consumo do mundo recheado de divãs, prosacs e lexotans.

A expressão “foi pra máquina” já pode ser vista aqui acolá como sinônimo de felicidade instantânea e de motivação desconhecida…aparentemente.

Do futebol à política, pode ser realidade com razões palpáveis e compreensíveis. Outras nem tanto assim.

Vejamos o país da Copa na TV.  Foi pra máquina. O do Brasil real? Ainda respirando poeira e congestionamentos da pré-mobilidade, que parece não chegar.

O RN Maior – e Sustentável -  também na máquina sorridente. Aqui fora, esperando dias melhores e felizes de verdade.

Porque tudo uma questão de referencial. Com ou sem .. máquina.

Quem jogou melhor no clássico ABC ou América? E no Flamengo e Vasco? Placar à parte, o meu time primeiro.  Não é assim?

Nas torcidas virtuais sobre a ordem do dia também; qual o partido que acumula mais acusações de corrupção? Qual coleciona emblemáticos feitos contra pobreza e subdesenvolvimento? Qual pratica novas ou velhas práticas da política?

O meu sim. O meu não. O meu saindo da máquina. O seu nem com ela resolve.

Porque sabemos depende de que vê e  sente. Pra usar uma expressão da semana; depende “do momento”!

Mas felicidade, felicidade mesmo já dizia o poeta depende de tão pouco ou de tanto.

“E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama”

Concepções de um tempo que não se precisava buscar felicidade num lugar distante  e artificial.  Nem tampouco receitas.

A dica do domingo é menos máquina e mais vida real. Com felicidade, claro!


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Para continuar livre…

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Em Maio este Território Livre comemora seis anos no ar. Foram três eleições, cotidiano e política do RN e do Brasil cobertos com um único propósito; os fatos com o olhar da liberdade. Da interatividade.

Dois endereços anteriores nos maiores portais do Estado até chegar à casa própria. Números e conteúdo que nos trazem as melhores recordações.

Ontem, fui brindada com um vídeo feito há dois anos por assíduos comentaristas do blog. Confesso que já nem lembrava de tantos detalhes AQUI.

Foi um momento reflexão – e emoção! – sem precedente. Como é bom rever  companheiros de trabalho. Para muitos sem rosto, mas nunca sem voz neste espaço.

Andressa, Abreu, Fera, Montenegro, Marcelo, Alan – o suíço que disse se sentir em seu país ao comentar aqui, diante de tanta liberdade. Lidiane, a comentarista que tornou-se interina, depois de embates Alemanha/Brasil.  #orgulhoTL.

A eles e a tantos outros, meu muito obrigada. Pelo incentivo, leitura e crítica, que nos fizeram aprender e tentar fazer melhor . Sempre.

Agora, uma nova realidade se impõe.

Antes que tentem transformar o blog em porta-voz oficial de lado A ou B, a titular sai do front para as batalhas da vida real.

Nem precisa desenhar o conflito da jornalista com a mulher, que precisa saber o melhor momento  de calar, de não buscar o furo ou a opinião livre sobre os fatos políticos do dia.

Melhor agora, enquanto é tempo de um até logo com a certeza, que os leitores jamais ficaram em segundo plano acerca da… verdade.  Cada vez mais próxima!

Quem acompanha o TL sabe, que sua origem e combustível nunca foram “apenas” um trabalho ou ocupação. Mas um ideal. A certeza de poder construir melhores caminhos com a crítica respeitosa e compartilhada por vigilantes leitores.

É o que também nos move hoje; o idealismo de poder participar de um momento de fundamental importância para o RN, para nossas famílias e futuro.

Como ficamos nós? Com encontro marcado a cada domingo, para aquela conversa informal, onde trarei temas da semana e saldo das novas experiências.

E no cantinho da tela, as atualizações com o twitter do dia, da hora.

Para continuar livre, o TL se descontinua com esperança que a mudança sonhada ontem está muito perto de acontecer.



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Henrique Alves lança pré-candidatura ao governo do RN

Do Estado de São Paulo
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), lançou nesta sexta-feira, 28, sua pré-candidatura a governador do Rio Grande do Norte em uma chapa que deve conter, por enquanto, o PR e o PSB.Apesar da presença do PSB em sua chapa, Alves não deve dar palanque ao pré-candidato a presidente da República Eduardo Campos, presidente nacional da legenda. Segundo o dirigente do partido, Carlos Siqueira, a presença do PSB na composição não tem ainda o aval da cúpula partidária. “Apesar da aproximação estadual com o PMDB, a aliança ainda tem de passar pela chancela da Executiva Nacional. E se isso fosse hoje, não seria aprovado”, disse. No desenho de Alves, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) será candidata ao Senado. 

Alves deverá enfrentar o PT na disputa. É a primeira vez que ele disputa o governo do Estado, mas não a primeira disputa a um cargo no Executivo. Ele já tentou por duas vezes a prefeitura de Natal, em 1988 e em 1992.

 

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Campos abandona a fórmula do videoclipe e trava conversa com Marina

Do Blog do Josias

O PSB levou ao ar na noite passada uma propaganda eficiente. Eduardo Campos dividiu os dez minutos de que dispunha com Marina Silva, uma vice com potencial para alavancar o titular. Na forma, a peça trocou o modelo batido do videoclipe político por algo tão trivial como um dedo de prosa. No conteúdo, vendeu Dilma como um pesadelo do qual o país pode acordar se eleger uma dupla que sonha. Ele sonha com um Brasil assim. Ela sonha com um país assado.

Nas últimas semanas, o presidenciável do PSB vinha se aproximando rapidamente da fronteira que separa o governista que já foi do oposicionista que se esforça para ser. Aproveitou a propaganda para demonstrar que não cavalgou até as margens do Rubicão para beber água. Ecoado por Marina, Campos pronunciou um lote de frases que, justapostas, ficam muito parecidas com uma declaração de guerra.

Eduardo Campos levantou a bola: “De 2011 pra cá, todos nós sabemos, que começamos a ver as coisas não darem certo como se imaginava que poderiam dar.” Marina Silva chutou: “Estamos numa trajetória de retrocessos. Retrocessos na política econômica, retrocessos em relação à agenda socioambiental.”

A certa altura, Campos tocou na ferida da autosuficiência de Dilma. Empurrou o dedo. E rodou: “Nós chamamos a atenção para isso desde o primeiro momento, mas o governo não quis ouvir. Essa coisa de governo que não ouve é muito complicada, porque governante que não ouve dá as costas para o povo.”

Conforme já se havia comentado aqui, Eduardo e Marina desenvolveram um timbre para a campanha. Egressos do bloco governista —ambos foram ministros no primeiro reinado do petismo— eles são ácidos com Dilma, dóceis com Lula e respeitosos com FHC. Com essa combinação, planejam quebrar a polarização PT-PSDB, que marca as sucessões presidenciais no Brasil desde 1994.

A alturas tantas, Campos praticamente entronizou Marina na posição de vice: “O povo brasileiro já sabe o que quer. Quer mudar. Ainda não sabe é que nós estamos juntos para ajudar essa mudança.” Mais adiante, ela como que aceitou: “Não vai ser o palanque, como estão achando, falando de cima para baixo. Vai ser o tablado, olhando de baixo para cima, para ver o que está acima de nós. O fato de estar juntos por um programa, essa é a grande novidade.”

Tomado pelas palavras, Campos vai à disputa de 2014 com a pretensão de ser o verdadeiro herdeiro de Lula. Dilma, disse ele, “teve a oportunidade de chegar à Presidência da República, de receber um legado do presidente Lula, com quem nós trabalhamos, e ela poderia ter feito pelo Brasil aquilo que ela se comprometeu a fazer, que era seguir melhorando o Brasil. Não desmanchar o que já estava feito, e fazer o que restava fazer.”

Beleza. A propaganda está pronta. É 5% do caminho. Agora só falta injetar na mistura meio quilo de ideias e arranjar algumas toneladas de votos.


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Aprovação do governo Dilma cai 7 pontos e chega a 36%

Do Portal iG

O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (27) que a queda na aprovação da presidenta Dilma Rousseff é uma “motivação a mais” para o governo seguir trabalhando. Pesquisa divulgada nesta hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica queda de sete pontos percentuais no índice que mede a parcela da população que considera o governo Dilma ótimo ou bom. Segundo a pesquisa CNI/Ibope, entre novembro do ano passado e março deste ano, o índice caiu de 43% para 36%.

“O governo recebe como uma motivação a mais para trabalhar, trabalhar e trabalhar ainda mais duro para melhorar o Brasil e a vida do nosso povo”, disse Mercadante, em rápido pronunciamento no Palácio do Planalto.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 cidades brasileiras entre os dias 14 e 17 de março. Mercadante destacou que, no mesmo levantamento, a CNI/Ibope ouviu os entrevistados sobre as intenções de voto para a disputa presidencial de outubro e a presidenta Dilma foi a primeira colocada, com ampla vantagem.

“Esta é a segunda divulgação de uma mesma pesquisa, que foi a campo em meados de março. No trabalho de campo, a pesquisa apresentou as intenções de voto que o instituto[Ibope] colheu e que mostra Dilma, no cenário mais provável, com 43% das intenções de voto da população; o segundo colocado, com 15%; e o terceiro, com 7%”, lembrou Mercadante. “

De acordo com o ministro, por este cenário, a presidenta tinha mais que o dobro das intenções de voto, venceria no primeiro. Mercadante destacou ainda que as intenções eram superiores ao que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva detinham em igual período de governo.

Segundo Mercadante, as pesquisas são sempre “tentativas de retratar a conjuntura”.

 


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Ideli deve ir para Direitos Humanos

Da Folha de São Paulo

A presidente Dilma Rousseff resolveu deslocar a atual responsável pela articulação política a do governo, Ideli Salvatti, para a Secretaria de Direitos Humanos, última das pastas que precisava resolver na reforma ministerial.

Dilma resolveu trocar Ideli pelo deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) atendendo a pressões do PT e do ex-presidente Lula, encampadas também pelo novo titular da Casa Civil, Aloizio Mercadante.

Ideli ainda não foi comunicada oficialmente da decisão nem aceitou o convite para substituir Maria do Rosário nos Direitos Humanos, mas Berzoini já falava abertamente sobre sua posse na próxima terça-feira a colegas da Câmara na sessão de quarta-feira, como o Painel informou.

A ministra já não tinha nenhuma ascendência sobre a Câmara dos Deputados, Casa que nas últimas semanas assistiu a uma rebelião da base aliada que levou à derrota do governo na criação de uma comissão externa para investigar a Petrobras e à aprovação de sucessivos convites para que ministros tenham de depor em comissões.

Como Ideli teria dificuldade de viabilizar sua candidatura ao Senado por Santa Catarina, uma vez que não detém o controle do diretório do PT de lá, a SDH será uma espécie de prêmio de consolação por sua fidelidade a Dilma.

No início do governo, a ex-senadora era ministra da Pesca, e depois foi promovida à articulação política numa vitória justamente contra o grupo do PT da Câmara que agora conseguiu que ela fosse afastada.


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Duas empresas são habilitadas para licitação de coleta de lixo em Natal

Da Tribuna do Norte

Duas empresas seguem na disputa pelo contrato de coleta do lixo em Natal, que será firmado pela Urbana. Na edição do Diário Oficial do Município de hoje (27), ficou determinado para o dia 2 de abril a abertura dos envelopes com as propostas das empresas habilitadas no certame. Marquise e Vital Engenharia seguem na disputa.

A licitação para a coleta de lixo da Urbana apresenta polêmicas desde a elaboração do edital, em 2013. O valor do contrato foi revisto pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e chegou a R$ 341 milhões para os quatro lotes, que são a coleta das zonas norte e oeste; coleta nas zonas sul e leste; locação de máquinas e equipamentos; e a coleta de resíduos hospitalares. Pelo caminho, no entanto, muitas empresas buscaram concorrer e vários recursos emperraram ainda mais o certame.O Sindicato das Empresas Locadoras de Automóveis do RN (Sindloc/RN) havia entrado com pedido junto ao TCE para a suspensão da licitação, o que foi negado pelos conselheiros. Com isso, ficou determinada a retomada do processo licitatório com a habilitação das empresas que poderiam prosseguir na disputa.

Após a análise dos recursos, três das cinco empresas que ainda estavam na disputa foram consideradas inabilitadas para a disputa. As empresas ETC–Empreendimentos e Tecnologia em Construção LTDA e Torre Empreendimentos Rural e Construção LTDA não cumpriram os itens do edital e os recursos foram negados, sendo consideradas inabilitadas. Além delas, a Corpus Saneamento Ambiental LTDA, que permanecia no certame por força de decisão judicial, também ficou fora da disputa após a revogação da decisão cautelar que a mantinha na licitação desde 10 de janeiro deste ano. Com isso, somente a Marquise e a Vital Engenharia disputarão os contratos.

A disputa pelos quatro lotes será dividida. Haverá uma proposta para cada lote e a empresa que tiver o melhor preço conseguirá cada um dos contratos. Atualmente, Marquise e Vital Engenharia já são as empresas que prestam os serviços de coleta de lixo em Natal.A sessão de abertura dos envelopes com as propostas de preço será realizada no dia 2 de abril, às 14h, no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, em Candelária.


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