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Questão de estilo

Foto TL_Crônica

Vocês não imaginam a saudade que estou de nossas conversas de domingo. Hoje ela bateu forte. Quando li a crônica de Agnelo na Tribuna do Norte, dobrou.

Domingo  é dia de não fazer nada, lembrava o cronista. Hoje, vontade de escrever muito.

Vontade de liberar comentários e falar um pouco do que tenho visto por aí. Pelo muito que tenho andado RN afora.

Não avisei, mas tive dificuldades de voltar aqui nas últimas semanas. Não só de tempo, mas de propósito mesmo. O que falar? Como vão interpretar? A quem ajudar e/ou prejudicar?

Hoje resolvi quebrar o silêncio.

Semana passada recebi um convite para dar entrevista a uma TV e um portal local. Pauta: mulher de candidato.

Pensei, repensei e a conclusão inequívoca; não há razão de ser.

Nos jornais do final de semana, leio notícias sobre a “novidade” de mulheres de político atuando na campanha eleitoral de 2014.

Confesso que o lado jornalista falou mais alto – e até precipitou o retorno a essa velha praça – mas onde mesmo a novidade?

Sem consultar o google, familiares mais experientes ou os universitários, lembro rapidamente de algumas grandes mulheres potiguares que sempre estiveram ao lado de seus companheiros com vida pública.

Senão vejamos; Dona Maria do Céu Fernandes, mulher de Aristófanes Fernandes e ex-deputada estadual. Dona Nazinha Lamartine, mulher atuante de Dr. Silvino Lamartine, dona Ivone Alves – referência de elegância e alegria- no governo do marido Aluízio Alves,  dona Aída Cortez  sempre ao lado do ex-governador Cortez Pereira, dona Alda Ramalho Pereira do então governador Radir Pereira.

Mais recente,  Anita Catalão Maia que chegou a disputar eleições em Natal e é referencia de atuação nas áreas sociais. Assim como Andréa Ramalho, também reconhecida por seu eficaz e discreto trabalho junto ao prefeito Carlos Eduardo.

Dona Edinolia Melo, sempre discreta e companheira do ex-governador Geraldo Melo. Mas nao menos atuante, tanto que foi prefeita de Ceará-Mirim e hoje exerce importante liderança política na região.

Para citar importantes lideranças políticas  as duas governadoras do Rio Grande do Norte,  Wilma de Faria e Rosalba Ciarlini que debutaram na política pelas mãos dos maridos políticos, o então governador Lavoisier Maia e o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, respectivamente.

Na história familiar, um exemplo que me acompanha ao longo da vida. Minha avó Joanita Arruda. Mulher e filha de político, foi a maior liderança popular da família, passando até pelo delicado impasse ao se ver entre na disputa pela Prefeitura de Nova Cruz entre o marido e o pai. Ficou com o marido.

Como se vê, a presença feminina através de laços matrimoniais na política não traz novidade.

De novo, a repercussão instantânea e de longo alcance fruto das redes sociais.

Aliás, velho conhecido meio por esta blogueira que escolheu exercer a profissão escrevendo  a política potiguar há seis anos, de forma diária e independente neste Território Livre.

Assim como sem novidade é nossa maneira de agir na “vida pessoal”. Sempre próxima e participativa.

Seja na política ou em outros contextos. Uma questão de temperamento, de olhar a vida com solidariedade e proximidade.

Maneira também de estar mais próxima de Henrique, podendo testemunhar sua emoção e felicidade em colocar seu nome à disposição do Rio Grande do Norte.

Enfim, uma questão de estilo. O meu, também velho conhecido de vocês, leitores do Território Livre.

 


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Cuidado, você está sendo printada!

Mensagens-de-Chat-Engracadas-2

Tenho certeza que o caro leitor,  cara leitora fez um print nos últimos dias. Talvez nas últimas horas, poucos minutos.

Mesmo sem ligar o nome à pessoa, mas que fez … fez.

Ou pelo menos passou por aquela vitrine com mil novidades em animal print.

Sim, roupas com estampas de onças, tigres e zebras estão super na moda. Melhor dizendo, são super tendência.

Print em inglês é alguma coisa que possa ser copiada, replicada.

Mas moda mesmo é dar print nas conversas do whats upp, aquele aplicativo que  não se vive sem na era dos smartphones (telefones inteligentes).

E é aí que mora o perigo. No tal print.

De repente, você se imagina conversando com uma pessoa supostamente confiável do outro lado, mas o diálogo é democratizado para o mundo real.

Rede é rede. Caiu nela, um caminho sem volta.

Semana passada, um desabafo de uma figura conhecida por sua competência no ofício de delegada tornou-se febre nos zap zap da capital potiguar.

Um desabafo de uma mulher que se sentia traída duplamente por seu marido e por uma ex-amiga. Enredo mais comezinho impossível.

De novidade, a forma. A instantaneidade no compartilhamento de dor tão íntima.  As torcidas formadas sobre uma novela da vida real.

No outro dia, a delegada distribuiu nota à imprensa justificando o ocorrido e lamentando uma conversa entre  grupo restrito ter se alastrado tanto.

Evidente que o episódio não abalou a boa imagem da delegada acostumada a lidar com o perigo em seu cotidiano, mas ninguém consegue conter a força da internet.

É invisível e imensurável.  Nem os mais experientes e corajosos militantes da vida real.

Outro exemplo recente. Um diálogo privado entre dois colegas jornalistas publicado no twitter aberto de um deles, sem aviso prévio algum.

Quando li aquilo,  lembrei das  aulas de Direito Penal. Os limites da ética e da lei. No caso específico nada de grave, apenas um diálogo entre duas pessoas escancarado para um sem número de espectadores.

Se fosse um processo, a prova seria válida e admitida pelo juiz nos autos, sim ou não? Provavelmente, não.

Mas a máxima do direito “não está nos autos não está no mundo” certamente não é regra para os imbróglios virtuais..

Em tempos de zap zap, como se popularizou o aplicativo, todo cuidado é pouco.

O que seria boato em outras épocas torna-se libelo acusatório ou confissão de culpa assinada sem qualquer necessidade de maiores investigações.

É o prato feito para ocasião de plantão.

Por outro lado, o estrago é perecível.  E por tão fugaz o alento  para as vítima dos prints:

- “Amanhã ninguém fala mais nisso” “Outros casos virão…”

Sair da rede não sai, mas cai no esquecimento em 5, 4,3, 2 dias.

O print da moda é substituído novo assunto copiado por que se alimenta e curte as réplicas de uma história que não é sua.

A lição da nova prática não é tão nova assim.

Aponta para bom senso e paciência; dentro e fora da rede. Fácil não é, mas não custa lembrar o provérbio chinês :

- “Existem três coisas que nunca voltam atrás:
- a flecha lançada;
- a palavra pronunciada,
- e a oportunidade perdida.”

Sob fortes emoções, convém não  twittar, instagrar nem tampouco teclar para o próximo “printar” na primeira oportunidade!


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Para prevenir…

thA Conversa de Domingo de hoje é uma crônica emprestada da inigualável Martha Medeiros. Sempre atemporal!

Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere…

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde. Prazer faz muito bem.

Dormir me deixa 0 km. Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha. Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos. Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias. Brigar me provoca arritmia cardíaca.

Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago. Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais… Os médicos deveriam proibir – como doem! Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo, faz muito bem!

Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada. Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde! E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda! Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.

Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!

Conversa é melhor do que piada. Exercício é melhor do que cirurgia.

Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida. Sonhar é melhor do que nada!


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Mãe com M maiúsculo

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Em dias de mundo virtual, quando e onde todos nós temos controle para fazer uma coluna social de nós mesmos difícil é distinguir realidade da ficção. Cada vez mais.

Porque é natural que nossos personagens autobiografados sejam bem melhores que o produto verdadeiro. A essência!

Hoje, no Dia das Mães resolvi contar a história de uma mãe com M maiúsculo. A foto é de seu instagram privado (com apenas 170 seguidores). Desculpe a invasão, Manu!

Sua história é de uma novela também conhecida por milhares de mães guerreiras que abraçam a maternidade como a mais importante missão da vida. Exemplo e testemunho como maior herança.

Isso, sabemos, não se alcança com as instantâneas fotos para a rede social que dominam celulares de última geração.

Manuela foi mãe de trigêmeos há onze anos e naquela época sua história familiar era bem diferente…

As circunstâncias lhe proporcionavam uma série de facilidades materiais para conseguir atender a super demanda que se impõe para atender três bebês.

Parêntese. Só é quem mãe sabe o que é se sentir dividida e disputada por eles a cada instante e gesto. Uma disputa em meio a gritos por justiça capaz a ser ouvido a posteridade.

Foi na Pré-escola que conheci a mãe  zelosa e sempre  presente que fazia as melhores e originais festas de aniversário infantil. Eram colegas de sala do meu primogênito.

Como não lembrar da lancheira em latas de leite em pó trazendo mensagem solidária aos mais carentes?Na chegada e saída, era com ela que encontrava no portão da escola.

O destino e suas surpresas com separações e novos arranjos familiares. Foi aí que vi nascer uma Mulher Maravilha na vida real.

Recomeçar do zero com direito a se destacar como  vendedora da Avon. Sim, com muito orgulho, com muito amor. Recordes de vendas para sua equipe.

E a mãe? Ainda a melhor de todas nós. A que é motorista não só para escola, mas para os melhores destinos de diversão e lazer. A que faz sempre do limão a melhor limonada.

A mãe que se vira nos 30 para pagar a melhor escola, o psicólogo e dentistas necessários, o cinema do final de semana, sem esquecer da viagem das férias.

Prioridade reconhecida em três lindas figurinhas.

Quando pude me aproximar mais, era momento de compartilhar dor, não só a nossa, mas também deles que sofriam para absorver nossas novas realidades.

A força de Manuela meu grande esteio em diversas ocasiões. A volta por cima nas maiores dificuldades. Melhor,  acompanhada de um largo sorriso no rosto.

Mãe líder por natureza. Modelo porque seus frutos falam por si; Gabriel, Cecilia e Bia são exemplos de crianças bem educadas, amáveis, estudiosas, do bem.

Ele o melhor da turma em notas, comportamento e agora um ator em potencial no teatro da escola.

Para mim, a resposta que vinha quando as dúvidas – e o se conseguiria? – me consumiam.

Hoje, Manu, eu parabenizo a minha mãe, que tanto amo, e tantas outras que são leitoras deste TL,  em seu nome. Uma mãe de verdade.

Porque trabalhadora, porque solidária, porque carinhosa, porque presente. Porque de verdade.

Parabéns para todas as mães que podem deitar a cabeça no travesseiro e olhar para seus filhos com o amor dado e ensinado. Com suas próprias ações. Feliz dia!


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A eleição do (im)possível

-1A conversa de domingo de hoje não poderia ficar de fora do assunto do momento no Rio Grande do Norte; as eleições suplementares de Mossoró.

Hoje a cidade que abriga o segundo maior eleitorado do Estado sairá às ruas para escolher o seu prefeito pelos próximos dois anos.

Prazo estimado numa terra, onde a vontade popular vem sendo contestada desde o pleito de 2012.

Na última semana, tenho lido e ouvido alguns comentários e previsões sobre as eleições deste dia 04.

Os analistas de binóculo defendem teses a partir de suas longínquas informações, desaguando nos mais inusitados reflexos futuros – diretos e colaterais.

Como se a eleição de hoje fosse uma disputa de um clássico entre um partido contra outro nas condições normais de temperatura e pressão. Não, não é. Quem pegou o rumo da BR 304 nos últimos 30 dias sabe bem disso.

Na última quinta-feira voltei a assistir a descida do Alto de São Manoel. É o termômetro maior para o mossoroense pegar no pulso do candidato. Aumentou, diminuiu, tinha claque ou apelo espontâneo. As ruas mandando seu recado em tempo das redes sociais e das mais sórdidas estocadas por whats up.

Ali, os olheiros sem binóculo não precisam de photoshop para tirar suas próprias conclusões. Nem tampouco crer – ou não – nas pesquisas da hora.

São pessoas mostrando sua face e sua escolha numa terra que teve sua liberdade e democracia postas em segundo plano em detrimento da segurança jurídica cantada por um magistrado e em algumas situações por um colegiado deles. Com binóculo ou de lupa.

Falando em Judiciário, outro dia o ministro Dias Toffoli declarou em palestra na capital federal o que pensa de tais decisões eleitorais:

- “Veja as decisões na área da Justiça Eleitoral. Em grande parte prevalece a ideia de que o povo não sabe votar, de que um determinado cidadão comprou o voto do povo. E aí? Cassam o voto do povo. Isso é uma tutela, é o discurso moral de alguma autoridade que acha que sabe, melhor do que o povo, o que é melhor para o povo.Veja a questão da propaganda eleitoral antecipada. Também é tratada como se fosse para enganar o povo. Ora, o povo não sabe quem é quem?”

Toffoli assume neste mês de maio a presidência do Tribunal Superior Eleitoral.

Voltando a Mossoró. O juiz Herval Sampaio (foto)  decidiu pela exclusão das duas principais candidatas em 2012.

Há menos de dois anos, duas jovens – e reconhecidas -  lideranças dividiram a cidade ao meio.

Venceu a Democrata Cláudia Regina com 50, 9 % dos votos contra Larissa Rosado, 46,97%.  Um cenário que só se definiu nas últimas 24 horas da campanha.

O que de diferente hoje para a migração de tamanha força político eleitoral? A interferência do Judiciário, que impediu a candidatura de Cláudia e por pouco não fez o mesmo com Larissa. Novos e atípicos palanques foram formados.

Senão vejamos algumas peculiaridades.

I -  Fora da disputa, o DEM de Cláudia Regina e (da reconhecida maior eleitora da cidade) governadora Rosalba Ciarlini prega voto nulo nas urnas deste domingo;

II- o DEM do deputado estadual Leonardo Nogueira optou pelo palanque amarelo do prefeito interino Francisco José Junior (PSD).

III – Larissa Rosado recebeu o apoio do PMDB (antes laranja DEM)  de Garibaldi e Henrique Alves, mas não conseguiu atrair o PMDB de Fafá Rosado e de dois vereadores do partido, que optaram pelo prefeito em exercício.

IV- O PT antes vice de Larissa em 2012  migrou para a garupa do PSD, mas também deixou representantes no lado adversário. É o caso do professor Josivan Barbosa.

V- O PR estava com Cláudia Regina e agora com Larissa Rosado.

VI- O PV estava com Cláudia e agora está com o prefeito interino.

VII – O PDT em 2012 estava no palanque de Larissa  e desceu para o de Francisco José Junior. A exceção do seu único vereador eleito Tomaz Neto, que permaneceu ao lado do PSB de Larissa.

São alguns dos muitos exemplos apontando para resultado do jogo do possível, do super apito, da vontade silenciada e seletiva. Com quem estarão no futuro? Difícil saber.

Votos e maioria de uma circunstância difícil de identificar quem é quem. Donos, líderes, nem se fala.

O novo prefeito (a) de Mossoró será conhecido em breve com a agilidade e presteza da Justiça Eleitoral. Se mantida, até quando? Até quando?


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Máscara de oxigênio, primeiro eu

mascara-de-oxigenio

Quem costuma viajar de avião – e hoje graças ao novo Brasil quase todo mundo o faz – deve lembrar a regrinha básica dos comissários de bordo:

- Em caso de despressurização, máscaras cairão automaticamente. Puxe uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca ajustando o elástico em volta da cabeça e depois auxilie os outros, caso necessário.

Bingo. É a regra para definir tantos X e Y dos últimos acontecimentos pré-eleitorais. Seja nos estados, Brasil e municípios.  A lei da selva parece não cair no desuso.

Mas por que fulano,  adversário recente de beltrano voltou às boas? E por que os ex amigos estão tão distantes sem qualquer motivo aparente ou público? Oxigênio.

Por que então adversários futuros -  e recentes também -  poderão trabalhar juntos para eleger o mesmo candidato? Oxigênio.

Ultrapassada a primeira questão, pode-se entender também porque a máscara …  primeiro a minha.

Até para ajudar crianças, filhos, netos ou passageiros mais próximos é preciso garantir primeiro seu próprio ar.

Tal metáfora foi usada por um breve – e intenso! – passageiro da política potiguar  ao me relatar episódios da política potiguar na década de 90. Dizia que era assim desde 80, 70… A velha sobrevivência!

Confesso que a minha inexperiência aliada ao pueril idealismo me fez contestar; E a coerência? E os valores programáticos? A tal ideologia? Oxigênio.

Aqui não vai nenhum juízo de valor nesta conversa despretensiosa de domingo.Uma constatação de uma alma viajante observadora com distanciamento regulamentar.

Mas se a regra é clara e para todos por que tantos macacos sem óculos comentando o derrière alheio? Por que tanta explicação para o que já sabido e até tolerado?

A alma observadora tem pensado sobre isso. Verdadeiros ataques sincericidas para a espécie não se acabar. Poderia ser melhor.

Se aumentarmos o arco de amplitude veremos com clareza que a turma da máscara “incoerente” não fica restrito aos carimbados com partidos e/ou filiações.

Advogados, médicos, engenheiros, professores, jornalistas, dentistas, funcionários públicos … quem nunca precisou fazer concessões para respirar melhor? Para respirar simplesmente.

Não estão nas manchetes, é verdade. Mas se conseguem fazer,  se permitir e se enxergar com as tais máscaras já é um excelente começo.

Sem precisar dos óculos do símio amigo… ainda melhor!

 


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Selfie da Páscoa

espelho-meu

Em tempos de selfies, falemos um pouco de Páscoa para também falar de selfies, de nossas vidas e por que não; ressureição.

Quem navega pelas redes sociais, sabe muito bem do que estou falando.  Aquelas fotos de si mesma fazendo biquinho ou mostrando o “look do dia” em frente ao espelho.

É a febre da auto promoção que invadiu o planeta e as melhores famílias. Uma coluna social do próprio diário, que um dia já teve cadeado.

Hoje é dia de festa, confraternização da família com direito a almoço e ovo de Páscoa na sobremesa. Mesmo que 8% mais caro que o ano passado. Sem falar no tomate. Ah, o tomate!

Mas fato é que hoje também é dia de selfies. E de Deus. Mais do que sempre, o dia Dele.

Estudei em colégio católico e desde cedo adorava participar das encenações religiosas. O coral não foi possível, já que a querida tia Glênia me convidou a sair do grupo cantante. Com toda razão, é claro.

Hoje, em tempos de selfies, a fofa professora estaria enquadrada no rigor do bullying. E eu também por lembrar aqui seu peso um tanto acima do recomendável.

Das encenações e estudos com as irmãs Salesianas, as melhores recordações do sentido cristão desta data.

- Depois da Quaresma é tempo de ressurgirmos também. De sermos melhores do que ontem. De deixar no passado o que não nos faz bem, o que não faz bem ao próximo.

Pois então, em tempos de selfies, trago dois desafios para esta conversa de domingo.

Que a ressureição do Senhor traga mais fotos do que está ao nosso redor e muitas vezes não conseguimos enxergar. Que traga mais amor a este próximo mais próximo.

E os selfies?

Que eles sejam mais de nossas almas. Um raio X da nossa essência. Com divã aos corajosos ou uma olhadinha mais profunda no espelho aos amantes da superfície.. Sem foto, se possível for.

Um olhar pra dentro e pensar que ainda dá tempo de fazer um ano diferente. Só passou o Carnaval e a Semana Santa, afinal.

Amanhã, quem sabe, o dia D para retomar a academia, a dieta prometida, o livro interrompido, a amizade arquivada, o amor não perdoado.

Que o melhor selfie da segunda-feira não seja de preguiça em busca da motivação das redes sociais, mas um autoretrato da verdade. E que ela seja melhor que os reflexos de ontem.

 


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O melhor do RN é…

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O potiguar, sem dúvida. Com licença Câmara Cascudo imortalizado por sua célebre frase “O melhor do Brasil é o brasileiro”.

Faz tempo que quero escrever sobre isso. Esta semana, saí da inércia com um bate papo – despretensioso -  de whatsapp.

E como a gente tem grupo, não? O que me refiro é um dos mais novos que entrei. O das mães do do 6 AV, a turma da escola do meu filho mais velho.

Lá, o  vínculo de mulheres que querem compartilhar o cotidiano dos filhos pré-adolescentes. Datas de resultados de prova, entrosamento aluno/professor, disciplina.

Essas coisas demasiadamente humanas, que deixam as mães demasiadamente aflitas com as novidades que rondam os filhos recém-saídos das fraldas. Fraldas? Menos, mãe!

Mas voltando ao assunto da nossa conversa de domingo. O grupo formado por três ou quatro conhecidas é também composto por outras três ou quatro, que adotaram Natal por amor.

Na apresentação a declaração:

- Oi, eu sou Márcia e estou morando em Natal há pouco tempo. Quando meu marido foi transferido e a terra do sol apareceu como opção, não tivemos dúvidas. Foi nossa escolha. E não estávamos errados. Como essa terra é acolhedora, tal e tal.

E eu?

Fiquei encantada e “amiga de infância” da colega mãe naquele momento.

Como ela pode ter falado tudo o que eu penso sobre minha terra, que agora passa a ser dela também?

Em seguida, as outras mães estrangeiras também declaram amor ao Rio Grande do Norte. Mais. Ao povo potiguar.

Um sentimento tão deles e tão meu ao mesmo tempo.

Nasci aqui, estudei a vida inteira aqui, tive oportunidades de sair por N motivos e situações, mas nunca e em tempo algum isso passou pela cabeça.

As pessoas costumam perguntar por quê. São geralmente as mesmas que adoram salpicar aquelas frases nos corredores do Midway Mall:

- “Natal é muito provinciana ainda” + “Todos querem saber a vida de todo mundo ” + “Sinto falta de mais opções culturais” + “Não tem onde morar, mas o carro…”.

E eu?

Eu adoro essa terra. Talvez por ser provinciana e adorar chegar na padaria que frequento desde comecei a gostar de pão.

Talvez por adorar estacionar o carro  e o pastorador da esquina perguntar por meus irmãos, pais, filhos, gato, cachorro e papagaio. E se melhorei da última gripe que me acometeu.

E eu?

Gosto muito de receber os filhos de meus filhos em casa e perguntar onde os pais estudaram, os avós, os bisavós e aí? Terminamos parentes ou bem próximo disso.

E ao lembrar do primeiro dia que andei na escada rolante das Lojas Brasileiras, na Cidade Alta, pra hoje.. já vai uma vida . Pior. Já vai uma Natal menos provinciana que deixou de existir.

Hoje temos dois Mc Donald’s, várias salas de cinema de ponta, restaurantes e pizzarias do mundo civilizado.

A das antigas  era da Casa da Maçã, Gramil e Cinema Nordeste para assistir apenasmente Os Trapalhões nas férias. Como era bom!  O ponto alto de todo um mês. Tão esperado.

Ah, província que não sai de mim. Graças a Deus.

Hoje, quando vocês estiverem lendo estas mal traçadas provavelmente estarei na China. Terra mais populosa do globo, onde de fora parecem tão iguais.

E lá, certamente, vou levando meu RN na cabeça e no coração. Procurando semelhanças, e claro, inúmeras diferenças.

Um povo sábio e paciente. Quem sabe isso se ensine e eu também possa aprender.

O nosso calor humano e acolhida, evidente que não. Ninguém toma. Ninguém consegue copiar!


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Máquina pra quê?

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Não tenho números de pesquisa para afirmar se a novela das sete da Globo “Além do Horizonte”  é um sucesso de público. De crítica, certamente não é.

Uma história pouco verossímil com o núcleo principal envolvido com uma experiência revolucionária na Amazônia; a máquina.

Que máquina é essa? A da felicidade. Ao ser inserido na tal invenção as pessoas saem de lá sorridentes e ausentes do stress e preocupações do dia a dia.

Ou seja, um sonho de consumo do mundo recheado de divãs, prosacs e lexotans.

A expressão “foi pra máquina” já pode ser vista aqui acolá como sinônimo de felicidade instantânea e de motivação desconhecida…aparentemente.

Do futebol à política, pode ser realidade com razões palpáveis e compreensíveis. Outras nem tanto assim.

Vejamos o país da Copa na TV.  Foi pra máquina. O do Brasil real? Ainda respirando poeira e congestionamentos da pré-mobilidade, que parece não chegar.

O RN Maior – e Sustentável -  também na máquina sorridente. Aqui fora, esperando dias melhores e felizes de verdade.

Porque tudo uma questão de referencial. Com ou sem .. máquina.

Quem jogou melhor no clássico ABC ou América? E no Flamengo e Vasco? Placar à parte, o meu time primeiro.  Não é assim?

Nas torcidas virtuais sobre a ordem do dia também; qual o partido que acumula mais acusações de corrupção? Qual coleciona emblemáticos feitos contra pobreza e subdesenvolvimento? Qual pratica novas ou velhas práticas da política?

O meu sim. O meu não. O meu saindo da máquina. O seu nem com ela resolve.

Porque sabemos depende de que vê e  sente. Pra usar uma expressão da semana; depende “do momento”!

Mas felicidade, felicidade mesmo já dizia o poeta depende de tão pouco ou de tanto.

“E eu que era triste
Descrente deste mundo
Ao encontrar você eu conheci
O que é felicidade meu amor

Quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Até o apagar da velha chama”

Concepções de um tempo que não se precisava buscar felicidade num lugar distante  e artificial.  Nem tampouco receitas.

A dica do domingo é menos máquina e mais vida real. Com felicidade, claro!


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Para continuar livre…

pena_branca

Em Maio este Território Livre comemora seis anos no ar. Foram três eleições, cotidiano e política do RN e do Brasil cobertos com um único propósito; os fatos com o olhar da liberdade. Da interatividade.

Dois endereços anteriores nos maiores portais do Estado até chegar à casa própria. Números e conteúdo que nos trazem as melhores recordações.

Ontem, fui brindada com um vídeo feito há dois anos por assíduos comentaristas do blog. Confesso que já nem lembrava de tantos detalhes AQUI.

Foi um momento reflexão – e emoção! – sem precedente. Como é bom rever  companheiros de trabalho. Para muitos sem rosto, mas nunca sem voz neste espaço.

Andressa, Abreu, Fera, Montenegro, Marcelo, Alan – o suíço que disse se sentir em seu país ao comentar aqui, diante de tanta liberdade. Lidiane, a comentarista que tornou-se interina, depois de embates Alemanha/Brasil.  #orgulhoTL.

A eles e a tantos outros, meu muito obrigada. Pelo incentivo, leitura e crítica, que nos fizeram aprender e tentar fazer melhor . Sempre.

Agora, uma nova realidade se impõe.

Antes que tentem transformar o blog em porta-voz oficial de lado A ou B, a titular sai do front para as batalhas da vida real.

Nem precisa desenhar o conflito da jornalista com a mulher, que precisa saber o melhor momento  de calar, de não buscar o furo ou a opinião livre sobre os fatos políticos do dia.

Melhor agora, enquanto é tempo de um até logo com a certeza, que os leitores jamais ficaram em segundo plano acerca da… verdade.  Cada vez mais próxima!

Quem acompanha o TL sabe, que sua origem e combustível nunca foram “apenas” um trabalho ou ocupação. Mas um ideal. A certeza de poder construir melhores caminhos com a crítica respeitosa e compartilhada por vigilantes leitores.

É o que também nos move hoje; o idealismo de poder participar de um momento de fundamental importância para o RN, para nossas famílias e futuro.

Como ficamos nós? Com encontro marcado a cada domingo, para aquela conversa informal, onde trarei temas da semana e saldo das novas experiências.

E no cantinho da tela, as atualizações com o twitter do dia, da hora.

Para continuar livre, o TL se descontinua com esperança que a mudança sonhada ontem está muito perto de acontecer.


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